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Nossa homenageada com a entrevista exclusiva número 10 só poderia ser 10! Ela é a primeira dama da Odontologia brasileira, esposa do Presidente da ABO Nacional, Dr. Newton Miranda de Carvalho. Um sinal de que a Prótese Dentária pode ter um lugar especial nas ABOs, como já estão tendo as ASBs e TSBs. Tanto que muitos congressos já incluem programação para TPDs. Bastam 10 minutos de convívio com ela para se perceber que vale por 10.
Como teve a idéia de trabalhar com a Prótese Dentária? A idéia surgiu da necessidade de entender de Prótese Dentária, para que eu pudesse avaliar a qualidade do trabalho, manter um contato direto com os TPDs, já que eu trabalhava na administração da Clínica Odontológica da minha família.
Como foi seu início na profissão? Fiz o curso de Prótese Dentária, quando já tinha os meus filhos criados. Foi uma experiência muito interessante, pois convivi com colegas de idade variadas. Pude motivar-me e descobri o prazer e o dom de fazer prótese, que talvez estivesse adormecido e aflorou com às primeiras aulas de anatomia, enceramento e aplicação da primeira porcelana. Foi um período bastante gratificante na minha vida profissional.
Lembra como foi o seu primeiro trabalho como aprendiz? Como me lembro!... A cera insistia em não fixar no modelo de gesso.... O susto com a primeira fundição..... mas logo aprendi a dominar tudo isso. Depois foi maravilhoso ver minha primeira escultura de um incisivo central.
Como conquistou o seu título de Técnico em Prótese? Com uma certa dificuldade, pois trabalhava e ao mesmo tempo fazia o curso de prótese. Mas valeu o esforço realizado.
Quais as dificuldades que teve na área técnica na época? Várias barreiras foram quebradas a cada ano do curso. A escassez do tempo para uma maior dedicação, o cuidado com a família e o meu trabalho, não foram o bastante para desanimar, ao contrário estudava de madrugada, fazia meus deveres bem cedo antes de ir para o trabalho.
Lembra de algum caso pirotesco acontecido no laboratório? Em todas as áreas há sempre casos interessantes a serem contados e na minha, não seria diferente. Como por exemplo, o meu primeiro trabalho de prótese sobre implante. O modelo vindo para o laboratório não era perfeito como a gente via na escola. Os implantes mal posicionados. Olhei para o modelo e pensei: “E agora, o que faço?” Não tinha a menor idéia! Qual a solução? Fui pedir ao maridão, que é professor no curso de Especialização em Implantodontia.
Quais foram seus maiores ou melhores momentos? O melhor momento foi quando houve o reconhecimento do meu trabalho, afinal o realizo há muito tempo. São anos de estudo e troca de experiência.
Qual o marketing que usou para começar? A princípio não usei nenhum marketing, pois o meu interesse era somente atender aos profissionais da clínica, onde trabalhava e dos cursos de Especialização e Aperfeiçoamento em Implantodontia. Após, com o crescimento profissional, a satisfação dos meus clientes é, sem dúvida, a minha melhor propaganda.
Tem algum técnico em Prótese Dentária na família? Não. Somente eu.
Quem é o seu maior ídolo na Prótese Dentária? Acho difícil nomear um ídolo. Penso que todos aqueles que tem amor e dedicação ao seu trabalho, merecem o nosso respeito e admiração.
Na profissão, quem são seus grandes amigos? Acho esta profissão muito solitária. O relacionamento com outros protéticos é muito restrito. Há pouca troca de informação e experiência.
Quem fez mais pela Prótese Dentária nestes anos todos? Talvez seja a indústria e outros tantos técnicos abnegados na luta pela melhoria dos cursos, na formação de profissionais com mais especialização, na evolução de novos materiais e técnicas, sempre pensando na estética e funcionalidade da prótese.
Qual seu livro ou autor preferido na profissão? Não tenho um autor preferido. Procuro sempre novos títulos e escolho aqueles que vão mais de encontro com realidade, para solucionar os nossos problemas com relação a estética, a oclusão e que poderá efetivamente ser aplicado no nosso dia-a-dia do laboratório.
Qual revista na área da Prótese que mais gosta de ler? Todas as revistas que de alguma forma tratam de prótese e que tragam novidades que possam ser aplicadas em nossos laboratórios. Não dispenso, contudo a leitura constante da Revista APDESP Informa e a Revista da ABO Nacional, que tem apresentado ultimamente temas que interessam a prótese.
O que acha da Prótese Dentária hoje? Acho que está bastante evoluída. Encarando mais a nossa visão sobre a prótese, que deve ser funcional, estética e de baixo custo.
Qual será o caminho mais indicado para a Prótese no futuro? O da parceria entre os profissionais da área na indústria com a dos TPDs para em conjunto, desenvolverem métodos e materiais mais direcionados e específicos para a área de Prótese Dentária. Tenho convicção de que as técnicas fundadas em CAD-CAM, brevemente substituirão nossos centenários modelos de gesso.
Quem a ajudou a obter o sucesso profissional? Devo muito ao meu marido, Dr. Newton Miranda e ao meu filho Mauricio Miranda, que sempre estão ao meu lado, orientando e ajudando a superar as dificuldades próprias da profissão.
Sente-se realizada profissionalmente? Sinto-me feliz, mais não inteiramente realizada, pois procuro evoluir e estar sempre em contato com os novos conhecimentos.
Congresso, palestras e cursos, qual o mais importante? Acredito que tanto os congressos, quanto palestras e cursos, deixam a desejar, porque são poucos os que são direcionados somente para classe protética. Poucos trabalhos são mostrados, e, muitos não condizem com a realidade do nosso dia-a-dia em laboratório. Penso que a classe odontológica deveria preocupar-se mais em integrar o TPD em seus congressos e cursos, uma vez que somos uma equipe.
Qual é a área da Prótese Dentária que mais atua? Na prótese sobre implantes.
A prótese convencional permanecerá por muito tempo? Com certeza ainda permanecerá por muito tempo, até mesmo pela condição financeira e informativa do nosso povo.
Deixe uma mensagem para os técnicos mais novos. Lutem pelos seus ideais, pelos sonhos e exijam mais dos seus cursos, para que estes mostrem a todos não somente modelos perfeitos, mas a realidade vivida no consultório e laboratório.
A palavra é sua para as considerações finais. O meu agradecimento aos meus professores, mestres em prótese sobre implante: Dr. Newton Miranda e Dr. Mauricio Miranda, aos meus clientes e colaboradores TPDs do meu laboratório. Agradeço a você também, Ribeiro, pela oportunidade desta entrevista.
Rosângela, eu é que agradeço pelo privilégio da entrevista e faço dela a minha homenagem pela sua dedicação à Prótese Dentária, desejando que Deus te de uma longa existência, para compensar as adversidades da vida e permitir que possamos acompanhar o teu trabalho em prol de uma Odontologia maior e melhor.
PEÇO AOS TPDs QUE INDIQUEM OS COLEGAS A HOMENAGEAR Antônio Inácio Ribeiro ribeiro@odontex.com.br
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