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ENTREVISTA TPD DE SUCESSO Nº 04 |
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Nosso homenageado da semana foi Presidente da comissão dos TPDs no CROSP, é Presidente do Laboratório Nicolau, Fundador e ex-diretor de várias entidades de classe, TPD desde 1948 com inscrição remida no CROSP nº 005, Ex-assessor da presidência do CFO, recebeu a Comenda e Medalha Tirandentes em 2006, pelo CROSP, o Premio “Lecron de Ouro” em 1973 e o Premio “Top Smile - Referência Odontológica” em 2002. Participou de vários cursos de especialização na Europa e Estados Unidos, sendo pioneiro, introdutor e divulgador de várias tecnologias, especialmente na área de Prótese sobre Implantes e Odontologia Estética, tendo me dado a honra de fazer o prefácio do livro Marketing para Protéticos.
Como foi seu início na profissão? Comecei aos 13 anos, como boy, em Botucatu no laboratório de Rubens Konishi e, muito curioso, comecei a mexer em tudo, com isso, depois de muito pouco tempo passei a auxiliar. Antevi um bom futuro na profissão, pois Konishi, era um profissional muito respeitado, que veio do Japão no final dos anos 30, vestia-se sempre muito bem e morava no melhor hotel da cidade. O importante é que aprendi a profissão com um mestre e isso foi determinante na minha carreira. Fiquei lá por mais ou menos cinco anos e vim para São Paulo, onde comecei no Laboratório Vitallium. Depois do Vitallium, trabalhei, já como TPD, numa clínica no Ipiranga. Antes de completar 20 anos já tinha meu próprio Laboratório. Isso no começo dos anos 50. Eram duas salinhas na Rua Sete de Abril. O laboratório cresceu, já são cinco laboratórios, cada um dirigido por um técnico e centralizados no controle de qualidade e administração. Hoje ocupamos os dois últimos andares do mesmo prédio onde iniciei, que foi totalmente modernizado.
Lembra como foi o seu primeiro trabalho como aprendiz? Foi uma soldagem. Fiz com muito cuidado, demorei quase uma hora. Ainda bem que ficou perfeita.
Como conquistou o seu título de Técnico em Prótese Dentária? Obtive o título em 1948. Naquela época era obrigatório fazer um exame prático e outro teórico.
Quais as dificuldades que teve na área técnica na época? Cada tempo tem as suas coisas boas e as suas dificuldades. As adversidades nos tornam mais fortes. Procuro também não ser saudosista, pois isto impede a nossa evolução. Fiz tudo sempre com muito amor, talvez por isso não lembro-me de maiores dificuldades.
Lembra de algum caso pitoresco acontecido no laboratório? Com Konishi tive que me acostumar com as tradições japonesas. No começo achava engraçado. Mas depois percebi que elas representavam respeito, hierarquia, humildade, qualidades que ajudaram a moldar o meu caráter.
Quais foram seus maiores ou melhores momentos? Os maiores foram as premiações: Lecron de Ouro (2 vezes) e o melhor Laboratório Top Smile – 7 vezes. Os melhores foram os nascimentos dos meus filhos, Eduardo e Danilo e neto, Nicolas.
Qual o marketing que usou para começar? O mesmo que uso e cumpro até hoje: ética, qualidade e pontualidade.
Tem algum Protético na família? Meus dois filhos e um sobrinho.
Quem é seu maior ídolo na Prótese? São diversos. Mas, poderia citar quatro, que, creio eu, são “hors concours”: Rui Brunetti: que fez da teoria a nossa prática, através de seus cursos; Reinaldo Todescan, que no IV CIOSP, conseguiu que os TPDs também participassem dos congressos da APCD, buscando a aproximação entre CDs e TPDs; Carlos Aldrovani, o primeiro presidente da Associação dos Protéticos e Alberto Linares, ex-presidente da Dentsply do Brasil. Sem eles teríamos que reescrever a história da prótese no Brasil.
Na profissão, quem são seus grandes amigos? Graças a Deus, só tenho amigos. Poderia citar muitos, mas sempre faltaria alguém.
Quem fez mais pela Prótese Dentária nestes anos todos? Sem dúvida, Alberto Linares. A maior referência dentro da classe.
Qual seu livro ou autor preferido na profissão? Ribeiro, adoro os seus livros e os tenho como referência. Além deles, leio e consulto sempre as obras do Dirceu Vieira, Mondelli e Franciscone.
Qual a revista na área da Prótese que mais gosta de ler? Implant News e Apdesp Informa.
Qual será o caminho mais indicado para a Prótese no futuro? Hoje e cada vez mais, as tecnologias CAD-CAM. Porém não devemos esquecer dos fundamentos, que são imutáveis.
Quem o ajudou a obter o sucesso profissional? Minha esposa, Lúcia.
Sente-se realizado profissionalmente? Sim, principalmente por ter formado, no meu Laboratório, mais de 500 profissionais, que hoje também são TPDs de sucesso.
Congressos, palestras e cursos, qual o mais importante? Todos são muito importantes. Sempre aprendemos alguma coisa. Cito o congresso da Apdesp. Em 1978, quando realizamos o primeiro, tivemos a participação de cerca de 2.500 profissionais. Para o próximo, em 2011, temos a expectativa de 12.000 adesões.
A prótese convencional permanecerá por muito tempo? Em torno de dez anos.
Qual área da Prótese Dentária que mais atua? Atuo em todas as áreas. Conforme já comentei, no meu Laboratório tenho um técnico responsável para cada setor.
Deixe uma mensagem para os Técnicos mais novos: Fiquem espertos. O que é bom hoje, pode não valer nada amanhã.
A palavra é sua para considerações finais. Muito obrigado pela oportunidade. Aos TPDs: devemos nos unir e criar o nosso próprio Conselho de Prótese Dentária. O benefício será de todos.
Grande mestre Nicolau! Tenho orgulho de ser seu amigo há tanto tempo. Lembro de quando iniciei ter visitado seu laboratório, na 7 de Abril e já na primeira vez ter sido muito bem recebido e ter tido sua preferência por muitos anos na compra de livros. Agradeço o privilégio desta entrevista e o prefácio que fez para o meu livro dedicado aos Técnicos em Prótese Dentária. Que possamos desfrutar por muitos anos desta sua dedicação à Prótese Dentária. Saúde e sucesso!
Quem você gostaria que entrevistássemos? Antônio Inácio Ribeiro ribeiro@odontex.com.br
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