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Paralelamente a coluna Odonto Entrevista que é um sucesso nacional, temos feito entrevistas com TPD que se destacaram. Para divulgar este trabalho, hoje estamos enviando esta a todos os CDs, para que indiquem-nos nomes de destaque em seu estado para serem entrevistados. E conheçam esta história de dedicação, de quem foi em busca e conseguiu o sucesso profissional.
Lunas é um iluminado, talvez por influência do próprio nome. De origem humilde, adiou o casamento para fazer o curso para TPD, criou o site TPD Atualizado, mostrando sua preocupação e desprendimento para melhorar a classe, ainda organiza o Luau Protético, misto de confraternização e evento científico que agita todo o nordeste.
Como teve a idéia de trabalhar com a Prótese Dentária? Eu tinha 14 anos de idade, fiquei sabendo que um colega que trabalhava com o protético Pedro Mariano como ajudante pediu demissão. No mesmo instante fui ao laboratório e sem nem mesmo ter em mente que iria fazer. Na verdade meu desejo era conseguir um emprego, porque a situação financeira na minha casa era muito difícil a solução foi arrumar um trabalho. Poderia ter sido qualquer outro, mas graças a Deus era para trabalhar com Prótese Dentária.
Como foi seu inicio na profissão? Eu trabalhava como office-boy e também fazia serviços gerais, lembro-me que o primeiro trabalho que fui instruído a fazer foi uma placa-base para uma prova. Como não entrei para aprender a profissão não recebia nenhuma instrução. Mas eu era muito curioso e não tinha dificuldade em assimilar o trabalho. Quando a demanda aumentava, iam me dando alguns trabalhos e eu fui aprendendo. Em outras palavras não tinha muito estímulo, mas como meus pais não podiam pagar meus estudos (sempre estudei em escola pública), sabia que aquele trabalho era necessário para que eu pudesse alcançar outros objetivos, como uma faculdade ou outro negócio. Só que um dia um CD que morava no Recife e trabalhava também em Caruaru e eventualmente passava no laboratório que eu trabalhava, disse que se eu tivesse um curso de prótese iria me contratar. Eu ainda perguntei onde poderia fazer esse curso, mas ele não sabia onde. Mas aquela proposta mexeu comigo. Busquei saber onde poderia fazer algum curso e infelizmente não descobri nenhum no Nordeste, mas a possibilidade de estudar prótese, fazer sabendo o porquê de cada procedimento me deixou bastante motivado a continuar na prótese.
Como conquistou o seu título de Técnico em Prótese Dentária? No ano de 2003 o CRO-PE, intensificou a fiscalização no estado. Kleber Tabosa de Caruaru me convidou para fazer o curso técnico em João Pessoa, pois vários colegas de Caruaru decidiram regularizar-se. Não aceitei o convite, pois estava me preparando para casar e não tinha condição de ter mais essa despesa, já que João Pessoa fica a 220 km de Bezerros - PE. Como minha noiva Betânia também trabalhava comigo e sabia de toda minha aflição, decidimos adiar o casamento. Foi uma aventura, eu ia sozinho a João Pessoa de ônibus, mas graças a Deus deu tudo certo. Foi um período muito intenso onde fiz amizades para o resto de minha vida. Como comecei imediatamente a colocar em prática o que ia aprendendo, logo obtive retorno e depois de um ano de ter iniciado o curso, antes de sua conclusão eu pude me casar e depois me tornei o primeiro TPD com formação técnica da minha cidade.
Quais as dificuldades que teve na área técnica na época? Na verdade eu tinha muito mais dificuldades antes de cursar o “técnico”. Eu achava inconcebível fazer uma montagem de um par de dentaduras sem obedecer nenhum parâmetro, fazia tudo no ‘olhômetro’. Não sabia a forma correta de usar alguns instrumentais por exemplo. Fiz um curso com Tomaz Gomes em 1999 e só depois descobri o que era vestibular, mesial e distal por exemplo. Depois do curso técnico tudo ficou mais fácil, além do conhecimento adquirido, encontrei muita gente boa que nunca se negaram a me dar uma informação.
Quais foram seus maiores ou melhores momentos? No final de 2009 iniciei um curso de prótese sobre implante ministrado por Orlando Ferreira e Gerson Mariotto na cidade do Recife. Para minha surpresa alguns participantes ao me cumprimentar disseram que já tinham ouvido falar de mim. Confesso que naquele momento eu me senti orgulhoso, percebi que estava encontrando a maturidade profissional e por isso o reconhecimento. Os comentários dos CDs e TPDs sobre o site TPD Atualizado também são muito importantes. Mostram que estou trilhando o caminho certo.
Quem é seu maior ídolo na Prótese Dentária? A professora Solange Pessoa de João Pessoa na Paraíba, mesmo depois dos quase 24 meses de aula, ela ainda é para mim um modelo de profissional bem sucedido, levando em consideração os princípios éticos e a excelência que a prótese exige.
Na profissão, quem são seus grandes amigos? Meus melhores amigos na profissão são: Afonso Sérgio Bernardes e Kleber Tabosa. Sérgio natural de Guaratinguetá no interior de São Paulo, veio à Pernambuco a passeio e acabou se instalando em Bezerros. Fui trabalhar com ele em 1998 e para mim foi um divisor de águas, pois os seus conceitos eram completamente diferentes do que eu estava acostumado. Eu cresci muito e o mais interessante é que seis meses depois que comecei a trabalhar com ele, ele me perguntou: Por quê você não monta um laboratório para você? Você já trabalhou muito para os outros. E eu posso terceirizar os trabalhos com você. Fiquei muito surpreso com aquele incentivo, porque nunca tinha visto um TPD incentivar outro sem pelo menos ser da família. E Kleber Tabosa, além de ser um profissional que conhece praticamente todos os tipos de prótese, não se faz de rogado quando os colegas têm alguma dúvida. Ele é sempre muito prestativo. Nos últimos anos tem me apoiado em praticamente todas as minhas dificuldades.
Quem fez mais pela Prótese Dentária nestes anos todos? Uma empresa que tem conseguido ao longo dos anos se aproximar dos TPDs do Brasil inteiro foi a VIPI Produtos O |