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ENTREVISTA TPD DE SUCESSO Nº 03 |
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JEAN CARLOS SANTOS
Nosso terceiro homenageado com a coluna semanal TPD DE SUCESSO iniciou sua formação e vida profissional como Técnico em Prótese Dentária, tendo posteriormente cursado Odontologia, sendo professor da área técnica em prótese dentária há mais de 15 anos. É diretor do CENTPAR onde são ministrados cursos formadores de TPDs, tendo feito pós-graduação em implantes dentários pela ABO-PR e MBA em Gestão Estratégica pela OPET, otimizando seu lado administrador e empreendedor. Foi professor de Prótese Dentária do Colégio Estadual do Paraná e Presidente da APROPAR. Por sua luta em prol da melhoria de vida dos TPDs, a nossa homenagem.
Como teve a idéia de trabalhar com Prótese? Meu vizinho que morava em frente minha casa durante minha adolescência, se formou em Odontologia e abriu um consultório na sala da sua casa, e eu comecei a frequentar o consultório com o objetivo de auxiliá-lo e conhecer a área odontológica. Fazia isso de forma totalmente gratuita, e assim, fui conhecendo a área, pois esse Dentista, meu vizinho tinha praticamente 90% da sua demanda em prótese dentária e foi então que decidi fazer Odontologia e iniciar algumas capacitações na área da prótese dentária.
Como foi seu inicio na profissão? Como todo o inicio, não muito fácil, comecei a trabalhar com prótese como a maioria dos profissionais de forma empírica, sem fazer o curso técnico em prótese dentária. O primeiro laboratório em que prestei serviços, foi o laboratório Modelo da Degussa, que funcionava no antigo prédio da Universidade Tuiuti do Paraná, no Champagnat. Na mesma época em que comecei a dar aulas para o curso de prótese dentária do Colégio Estadual do Paraná, que na época era o maior curso do estado. Mais tarde também trabalhei para o Edson Metring, TPD já falecido.
Quais as dificuldades que teve na área técnica na época? A principal dificuldade era informação. Existiam alguns cursos, mas não na oferta que temos hoje em dia. Houve um tempo em que até criamos um grupo de estudos no qual participavam eu e outros técnicos como Marcelo Viera, Julio Pio, Clayton Schaffer e Marcos Ribeiro. Nós escolhíamos um tema e nos propúnhamos a pesquisar e trazer para reuniões do grupo toda a informação que obtínhamos discutirmos em grupo. Foi uma época muito boa e proveitosa, mas infelizmente, os compromissos profissionais de cada um foram dificultando a continuidade dos trabalhos do grupo e encerramos a atividade.
Lembra de algum caso pitoresco acontecido no laboratório? Houve certa vez no laboratório Degussa que tivemos um problema com a centrífuga e os trabalhos de fundição foram acumulando, até que o técnico de equipamentos pensou ter resolvido o problema. Então foram colocados no forno todos os trabalhos de fundição daquela semana, todos de uma vez só, e na hora de fundir a centrifuga refugou e não funcionou. Eu e o meu colega, Marcio, que também era professor no colégio estadual e que hoje também é Dentista, colocamos o forno quente no carro, com todos os anéis lá dentro e fomos correndo para o laboratório Kadinho, que na época era da Sônia Cardoso, e assim conseguimos fazer todas as fundições sem perder uma, mas só eu e Marcio sabemos como foi complicado carregar um forno cheio de anéis a uma temperatura de quase 1000ºC.
Quais foram seus maiores ou melhores momentos? Tive dois grandes momentos, o primeiro quando fui convidado para assumir a coordenação do curso do colégio estadual do Paraná e o segundo quando fundamos o CENTPAR, que é a maior escola de prótese do estado.
Há quantos anos existe o CENTPAR? Estamos completando 10 anos e já formamos mais de 500 Técnicos em Prótese Dentária, o que para nós é motivo de orgulho.
Tem algum Protético na família? Não, eu sou a única pessoa na família de trabalha na área odontológica.
Quem é seu maior ídolo na Prótese? Pra mim existem dois grandes nomes: Paulo Kano e Raimundo Nonato. São meus ídolos e espelhos, tanto por suas trajetórias profissionais como por suas histórias de vida. E tenho um orgulho enorme da relação que tenho com eles.
Na profissão, quem são seus grandes amigos? Quem realmente posso chamar de amigo, são Fabiano Casagrande, Raimundo Nonato e Rogério Cardoni.
Quem fez mais pela Prótese Dentária nestes anos todos? Na minha opinião posso citar vários nomes, Joel e Bito Calgaro, verdadeiros ícones da profissão, Raimundo Nonato, pela sua trajetória de sucesso e empenho como grande disseminador de técnicas e informações cientificas.
Qual seu livro ou autor preferido na profissão? Tenho um grande carinho pelo saudoso Claudio Cezar de Miranda, outra pessoa que me ajudou muito no inicio da profissão e foi meu professor e também admiro outro grande amigo, Frank Kaiser.
Qual a revista da área que mais gosta de ler? Leio sempre a APDESP Informa e a Implant News.
O que acha da Prótese Dentária hoje? E no futuro! Hoje temos uma profissão mais organizada, mais respeitada a qual exige de todos que trabalham nela, um compromisso com a qualificação, o que alias atualmente é lei.
Qual será o caminho mais indicado para a Prótese no futuro? A formação de todos os profissionais que atuam na área e o comprometimento com a qualificação contínua.
Quem o ajudou a obter o sucesso profissional? Tenho três nomes que terão sempre minha gratidão pelo que me ensinaram e auxiliaram: professora Adelia Dias Castela Ribeiro, ex-diretora do Colégio Estadual do Paraná, Raimundo Nonato, que me ajudou a ser um profissional conhecido, e Eduardo Gurkewicz que me deu a primeira grande oportunidade e me ensinou muito do que sei.
Sente-se realizado profissionalmente? Sim, Sinto-me um profissional realizado, gosto do que faço e ainda me pagam pra isso. Porém não gosto de pensar na realização plena, dessa forma continuo correndo atrás e realizando-me cada vez mais.
Congressos, palestras e cursos, qual o mais importante? Todos, por vários motivos, além de todos esses me manterem atualizados na minha profissão. Eventos assim lhe colocam numa vitrine, pois quem não é visto, não é lembrado.
A Prótese convencional permanecerá por muito tempo? Por muito tempo! A prótese convencional tem seu lugar tanto na indicação clinica, como na realidade econômica de muitos brasileiros.
Qual área da Prótese Dentária que mais atua? Atuo exclusivamente em implantes dentários.
Deixe uma mensagem para os Técnicos mais novos: Não desistam nunca, não é uma profissão fácil, mas é extremamente gratificante, em todos os sentidos. Sonhem com o sucesso profissional, mas construam o caminho para chegar ate lá e se unam a pessoas competentes e amigas, pois sozinho ninguém chega a lugar nenhum.
A palavra é sua para considerações finais. Sucesso a todos e invistam muito nos seus relacionamentos profisionais e na sua qualificação.
Jean, tenho o privilégio de nos últimos cinco anos ministrar a aula inaugural dos cursos para TPDs no CENTPAR e isso é uma coisa que faço com muita alegria, pois acompanho assim o teu sucesso e a formação de muitos dos TPDs que estão começando a despontar no cenário, justamente por terem uma boa formação. Parabéns pelo teu sucesso e continue com esta dedicação à nobre causa da Prótese Dentária. Aos amigos que quiserem cumprimentá-lo: jean@centpar.com.br
Antônio Inácio Ribeiro ribeiro@odontex.com.br
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