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ODONTO SOLUÇÕES Nº 26 |
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PLANOS ODONTOLÓGICOS EM ALTA Em uma matéria de página inteira do Jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná, no domingo 21.02, com título “Planos Odontológicos crescem no Paraná”, um dado chama a atenção: em 2009 os planos de assistência médica cresceram 3.6% no Brasil e 5.3% nas regiões metropolitanas, enquanto que no mesmo período, os planos odontológicos cresceram 18.2% no país e inimagináveis 45.2% nas regiões metropolitanas, segundo o IESS da ANS.
Nela o Prof. Roberto Cavali, ex-diretor da PUC-PR e ex-presidente da ABO-PR e CRO-PR, onde é o atual secretário, com seu conhecimento e experiência, faz uma afirmação que ressalta maior adesão dos Cirurgiões Dentistas aos convênios e uma tendência na profissão: “O uso de convênios é um caminho irreversível para a Odontologia. Nós estamos seguindo os mesmos passos que a Medicina deu anos atrás".
Para o vice-presidente da Uniodonto de Curitiba, Paulo Henrique Cariani, que no próximo dia 1º de março estará inaugurando uma super clínica 24 horas, indicando profissionalização deste tipo de atendimento, não é coincidência as operadoras mirarem a classe média como seu foco. “Nossas políticas tem cuidado especial com este segmento. Nosso produto depende da popularidade da classe C para se manter”.
Segundo o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar – IESS, José Cechin, o mercado está prevendo aumentos de até 40% nas mensalidades, uma vez que passarão a ser cobertos 16 novos procedimentos mais caros do que o plano básico, além dos 75 já previstos atualmente. Isso ocorrerá em julho quando entra em vigor esta nova regulamentação da Agência Nacional de Saúde – ANS.
Este crescimento reflete uma massiva migração para os planos odontológicos e a entrada definitiva da classe média nos consultórios dentários. Este também foi o tema da entrevista das páginas amarelas de Veja com o sociólogo Bolivar Lamounier, que usa a denominação de classe C e atribui 90 milhões de pessoas neste contingente, aproximadamente a metade da população brasileira. Em um crescimento de 30 milhões só nos últimos anos.
Ainda segundo Lamounier, a classe C com a elevação do poder aquisitivo, aumentou o consumo, principalmente porque o crédito chegou até ela, que há bem pouco tempo nem tinha conta bancária. Isso se refletiu-se no crescimento igualmente acentuado da aquisição do automóvel com sessenta vezes para pagar e da casa própria com vinte anos de financiamento. Agora é a vez dos outros bens e serviços que oferecerem uma boa condição de pagamento.
Uma característica desta classe C é procurar sempre preços mais acessíveis, consultar três a cinco lugares antes de comprar, negociar sempre e bem os valores que lhe são pedidos, para ao final decidir-se por quem oferecer as melhores condições de pagamento. Bem diferente das classes A e B que por bom tempo foram o público alvo dos consultórios dentários e aceitavam os valores e condições que lhe eram oferecidas.
A classe C já detém a maior fatia da renda nacional e isso é determinante para que os estrategistas de mercado passem a direcionar suas atenções para o modo de conquistá-la. Num país em que 65% de tudo o que produz, o PIB, é proveniente do setor de serviços, como já afirmou Maílson da Nóbrega, quem estiver de acordo com esta tendência tem trabalho e quem não, terá diminuição da sua atividade e dificuldade para manter o padrão.
Os planos odontológicos, antes criticados, hoje são procurados pelos mais jovens como forma de fazer frente à tendência das grandes clínicas e franquias, que oportunamente focaram na gestão, administração e marketing cooperados. O fator custos, que no tempo dos clientes de classe A e B era relegado a um segundo plano, hoje passou a ser fator determinante para a competitividade do atendimento e decisivo na apuração dos resultados.
Para quem pretende ser empreendedor na Odontologia, atender planos é melhor do que ter um emprego público. Também por uma questão de oferta e procura. No ano passado 700 candidatos disputaram 1 vaga no CRO-PR, oferecendo salário de aproximados R$ 1.500,00 e mais de 3.000 fizeram concurso na prefeitura de Curitiba para 7 vagas e um salário cerca de R$ 1.700,00. Isso numa cidade que tem por volta de 5.000 Cirurgiões Dentistas.
Nos planos existe a possibilidade de captar e conquistar pacientes para compor futura clientela em atendimentos diferenciados não cobertos ou a migração para atendimento particular, na medida em que esta população for ascendendo na escala social e passar a classe B, que é uma tendência das economias em desenvolvimento. Essa sempre foi a motivação maior de quem atendia convênios, a versão anterior dos planos.
Esta nova realidade deixa mais evidente do que nunca a necessidade de conhecer marketing e gestão, para não falhar no lado administrativo do exercício profissional. Captar, conquistar, gerir, administrar e fidelizar clientes agora é fundamental. Isso é o que nos propomos a ensinar de maneira moderna e fácil nos cursos por e-mail. Aproveitando exatamente os horários de folga na agenda para aprender o não ensinado na faculdade. ESCOLHA O CURSO NA PROPAGANDA ABAIXO E COMECE JÁ NAS NOVAS TURMAS Antônio Inácio Ribeiro ribeiro@odontex.com.br
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