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PÁGINAS
DOURADAS Entrevista do: Antônio Inácio Ribeiro
Iniciamos neste número uma nova
seção da JAO, o nosso já famoso Jornal de Assessoria ao
Odontologista. Nestas páginas pretendemos entrevistar, e
fazer desta entrevista uma homenagem aos nomes que mais se
destacam na Odontologia, em todos os seus setores.
Procuramos sempre, através de um jeito mais informal, deixar
nosso entrevistado bem à vontade não esquecendo de buscar
conhecer um pouco de sua história e particularidades. Para começarmos dentro de casa optamos por entrevistar nosso
Diretor-Científico que é hoje um dos empresários mais
atuantes da Odontologia, Diretor da Odontex, autor de vários
livros e sem dúvida um dos nomes mais populares do meio
odontológico, por suas participações em congressos, pelos
inúmeros cursos ministrados e por sua contribuição à
Implantodontia. Sinto-me muito à vontade ao entrevistá-lo porque trabalhei
na Odontex durante quatro anos, aprendi muito e ganhei muito
em experiência empresarial e administrativa. Mais que chefe,
o Ribeiro foi e é um amigo. Hoje é um orgulho tê-lo como
diretor e colaborador. Dedico à ele a nossa gratidão e
homenagem.
EDITORA MAIO: Como foi seu início na Odontologia? Comecei em 2 de julho de 1972, quando mudei para São Paulo,
aos 21 anos. Antes disto trabalhei 3 anos como “free lancer”
vendendo em Porto Alegre os livros (3) do dentista da nossa
família, o saudoso professor Francisco de Paula Azzi. Quando
decidi tentar a vida na metrópole, incorporei também os
livros editados pela Inodon e Revista Gaúcha de Odontologia.
Aquela época, em português eram somente estes livros do Rio
Grande do Sul e alguns poucos autores de São Paulo: Picosse,
Mondelli, Tamaki, Paiva, Graziani, Issáo e algum outro que o
tempo me fez esquecer. Eram poucos, não chegavam a 20 os
autores brasileiros. Hoje passam de 500. Depois de 2 anos
passamos a representar as Editoras argentinas Mundi e
Atheneu, que tinham as traduções para o espanhol dos grandes
clássicos do início dos anos 70. Eles estavam à nossa frente
e já tinham também os seus grandes autores, como o Maisto,
Centeno, Saizar, Carranza, Guardo, todos em obras de porte.
Foram tempos difíceis aqueles do início; fazia faculdade
pela manhã, visitava consultórios à tarde e à noite
engordava o orçamento no Sindicato e na APCD, vendendo
livros nos cursos de atualização, que na época começavam a
ser moda.
EDITORA MAIO: Quando foi
fundada a Odontex? Parece mentira, mas foi em 1º de abril de 1977. Não tínhamos
uma data fixa de constituição, até o dia em que olhando o
contrato social da empresa na junta comercial, vi que o
carimbo de registro era 1º de abril. Um pouco por
brincadeira, adotamos este dia como data oficial e na
verdade seu início foi aproximadamente nestes dias, pois
tínhamos tudo pronto para começar, só faltando a liberação
para emitir notas. Nesse tempo estávamos na Av. Amaral
Gurgel, onde em São Paulo se situam a maioria das livrarias
e já desde o começo procurávamos estar no lugar certo, na
hora certa. Acho até que este foi o motivo que nos levou a
mudança para Rua Humaitá, em frente ao SOSP e APCD. Estes já
eram tempos melhores e já começávamos a consolidar a marca
Odontex.
EDITORA MAIO: Qual é a sua
formação? Em Porto Alegre iniciei Agronomia, que não concluí pela
mudança para São Paulo. Em São Paulo cursei Administração de
Empresas na Universidade Mackenzie e como não haviam cursos
de pós graduação na área, fiz todos os cursos da ADVB
-Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas, durante
três anos. Recentemente concluí o curso de especialização em
Marketing no ISAD-Instituto Superior de Administração. Com a
pós graduação na PUC do Paraná senti que o conhecimento
rejuvenesce as pessoas e estou inscrito para o mestrado no
próximo ano.
EDITORA MAIO: O que você
vendia, além dos livros? No início da Odontex, buscamos outras alternativas no setor
didático, vendendo modelos e manequins odontológicos. Daí
passamos aos instrumentos e logo estávamos comercializando
materiais dentários, introduzindo o sistema de tele-vendas
inédito até então. Em seguida fomos o primeiro representante
da Gnatus e lembro de ter vendido a cadeira 01. Com os equipamentos lançamos o sistema de malas diretas,
também uma novidade na Odontologia. Criamos a Bolsa de
Usados, para vender o que os dentistas não estavam mais
usando e inovamos com a Bolsa de Empregos, um serviço de
obtenção, seleção e treinamento de auxiliares odontológicos.
Procuramos sempre inovar e servir, procurando levar ao
Cirurgião-Dentista sempre algo novo e que nos diferenciasse.
EDITORA MAIO: Quantos anos
morou em São Paulo? De 72 a 87. Foram quinze anos de aprendizado e experiências.
Costumo dizer que na escola da vida, trabalhar em São Paulo
eqüivale a um doutorado. Morei perto do local de trabalho e
o maior problema da cidade, o trânsito, pouco me afetava.
Optei por morar no centro e meus deslocamentos eram no
sentido inverso do fluxo. Quando a maioria vinha para a
cidade eu estava indo para os bairros, visitar meus
clientes. Na volta acontecia o contrário e quase sempre eu
tinha trânsito livre. Foi assim que minha convivência com
Sampa sempre fluiu bem.
EDITORA MAIO: Tens boas
lembranças? Com certeza! Lá comprei meu primeiro carro, montei minha
primeira empresa, escrevi meu primeiro livro e dei meu
primeiro curso. Fiz Faculdade, aprendi muito e é a cidade
onde tenho a maior quantidade de amigos. Cheguei como um
ilustre desconhecido e mesmo na selva de pedra consegui ser
alguém, ser bom em algo. Pela minha proposta de vida, de lá
não teria saído. Sempre consegui alcançar meus objetivos e
mesmo em alguns períodos de adversidade o saldo foi
positivo. fora o lado profissional, também no lado pessoal
foi um tempo vivido intensamente. Aproveitava quase as 24
horas do dia e muitas e muitas vezes comprovei que São Paulo
nunca pára e quase não dorme.
EDITORA MAIO: Recebeu
reconhecimento em São Paulo? Sim, e muitos. fora a amizade que se renova cada vez que
encontro um dos amigos pelos congressos deste imenso Brasil,
recebi homenagens que para mim significaram o carinho e
consideração que a classe teve por mim. Algumas destaco
entre as mais distinguidas comendas da Odontologia
Brasileira: Medalha do Centenário pela APCD das mãos de
Jairo Corrêa, Cinqüentenário da SOSP por Henrique Motilinsky,
Medalha Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral por
Guilherme Contesini, Medalha da Associação Paulista de
Odontopediatria por Fausto Baddini, Medalha Sociedade
Paulista de Ortodontia por Osni Corrêa, Título de Sócio
Benemérito da ABO-MT por João Alfredo Silva, Destaque do ano
pela ABO-RJ, Homenagem Especial do SOBRAIMO (Sociedade
Brasileira de Implantodontia) por Eli Alves de Souza,
Medalha Álvaro Badra (meu primeiro amigo em São Paulo) por
Alfredo Pimenta, dentre outros, todas me emocionando
muitíssimo pelo que simbolizaram e pelo valor que dou a este
lado nobre do ser humano e que a meu ver serve de incentivo
aos mais novos no sentido de motivá-los a fazer o bem,
edificar e construir.
EDITORA MAIO: Como começou o
trabalho com implantes? Da forma que começam as grandes coisas: por acaso.
Aproveitei o congresso mundial da FDI (Federação Dentária
Internacional) para conhecer Buenos Aires e tentar conseguir
alguma representação nova. Isto foi em 1987, justo o ano em
que estavam começando os implantes osseointegrados no
Brasil. Próximo do estande do Branemark recebi um número da
Revista Argentina de Implantologia Oral, que estava sendo
lançada no congresso. Nela havia publicidade de um curso e
de um sistema de implantes (TF) que custava um quarto do
valor dos suecos. Era a ponte para os implantes terem um
preço mais ao nível da realidade latino americana. Com ela
colaboramos com toda esta revolução que culminou com o
reconhecimento da implantodontia como especialidade e com o
“bom” dos implantes. Em dois anos o TF era o implante mais
vendido no Brasil, três anos depois organizei o primeiro
grupo de brasileiros para o encontro da Academia Americana
de Osseointegração. Aproveitei para conhecer os Estados
Unidos e de quebra ganhei a representação do IMZ. De
primeiro vendedor de implantes passamos a ser o maior,
distribuindo os dois sistemas de implantes de melhor
aceitação no país, àquele tempo.
EDITORA MAIO: E a mudança
para Curitiba, foi por motivo pessoal? Com tanto convívio com a classe acabei escolhendo uma
Cirurgiã-Dentista como esposa e isto acabou avançado minha
carreira com os implantes. Me dediquei tanto aos implantes
que terminei sacrificando o relacionamento. A cidade me
acolheu tão bem e o sucesso que obtive durante estes dez
anos foi tanto que optei por aqui continuar. Curitiba por
seu incrível crescimento nos últimos três anos me lembra
muito São Paulo do tempo que lá cheguei. É uma cidade de
oportunidades, bastante seletiva, onde os bons encontram
lugar e conseguem se projetar. Obviamente não abro mão da
qualidade de vida que aqui encontrei e da cara verde da
nossa cidade. Aqui tudo funciona e dá gosto sentir e
participar do progresso do estado e da cidade. Admiro tanto
a capacidade dos paranaenses em desenvolver cidades e seu
povo, que algo me diz que o próximo presidente sairá daqui.
EDITORA MAIO: Quantas vezes
foi ao exterior? Sempre gostei da função de “tour-conductor” e com ela fui
mais de cinqüenta vezes à Argentina, sete vezes aos Estados
Unidos e três vezes à Europa. Como turista ou à negócios
conheci o Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Holanda, Alemanha
e França. Por conta disto, falo bem o espanhol e consigo me
comunicar em inglês. O fato de ter trabalhado dez anos com
implantes estrangeiros me propiciou organizar e acompanhar
mais de cinqüenta cursos com ministradores internacionais e
hoje tenho amigos na Odontologia dos quatro continentes.
EDITORA MAIO: Quantos estados
conhece? Acho que facilita a resposta falando dos que não conheço:
Rondônia, Acre, Amazonas, Pará e Piauí. Herdei de meus pais
o gosto pelas viagens. Antes dos 20 anos já tinha feito mais
de 20 viagens interestaduais. Tenho pelo meu país uma
atração especial e gosto de conhecer não só as grandes
cidades. Gosto de grandes obras, cachoeiras, praias
pequenas, serra e pela Agronomia tenho uma atração pelo
campo. Tenho pé na estrada, dirigir me dá prazer e voar me
encanta. Identifico todos os tipos de aviões comerciais e
ultimamente tenho escrito uma coluna Viagem, onde incentivo
as pessoas ao turismo.
EDITORA MAIO: O que era o
Guia Odontológico? Foi um dos meus maiores projetos, quase um sonho, onde
coloquei dois anos de trabalho e que não decolou. A idéia em
si era genial. Talvez estivesse um pouco adiantado no tempo
e por isso não deu certo. Para os que não conheceram,
trata-se de um livro com descritivo, indicação, modo de
usar, apresentação, fabricante e outras informações de todos
os materiais, instrumentos, aparelhos e equipamentos da
Odontologia. Algo como um DEF dos produtos dentários. Errei
tentando vendê-lo. Foi lançado em 1982 e só veio a fazer um
pouco de sucesso quando dei os exemplares restantes aos
amigos que se interessavam por implantes, como um marketing
pessoal. Todos gostaram, só que aí ele já estava
desatualizado e eu não tinha mais tempo para reescrevê-lo.
Foi meu primeiro livro e o meu maior fracasso. Mas,
serviu-me de experiência.
EDITORA MAIO: Quando foi o primeiro curso? Na verdade não foi um curso e sim uma conferência de duas
horas no 1º Odonto Brasil. Dei um destaque especial por que
foi no Anhembi num auditório para 4.000 pessoas, num tema
que depois disto me acompanhou por todos estes anos:
Marketing Odontológico. Esta conferência virou apostila e
com algumas aglutinações deu origem ao meu segundo livro:
Organização e Marketing em Implantodontia.
EDITORA MAIO: Quantos foram
os livros que você escreveu? O terceiro foram as 200 Dicas em Implantodontia (hoje na 5ª
edição com 500 dicas), o quarto os 100 Problemas e Soluções
em Implantodontia, depois as 500 Perguntas e Respostas em
Implantodontia, o Tudo sobre Implantes Dentários, a convite
da Editora Maio, o Administração e Marketing em Odontologia
e o Marketing Odontológico, a seguir o Manual do Iniciante
em Implantodontia, o Manual do Usuário TF, o Manual do
Usuário IMZ, o Manual do IMC e do HEX, estes últimos como
editor e recentemente o Implanto Prótese. Ao todo são 15
livros, mais de 2.000 páginas escritas e 30 edições já
lançadas. Acho que tenho feito a minha parte no lado nobre
do ser humano que é o de transmitir o conhecimento
adquirido.
EDITORA MAIO: Qual era a
situação da Implantodontia? Antes da osseointegração era de um quase descrédito
científico. Não havia muito embasamento, poucas pesquisas,
quase nenhuma vida acadêmica e um quase empirismo por parte
dos poucos que se dicavam a ela. Isto até o final dos anos
oitenta, quando falar de implantes era a melhor maneira de
espantar colegas. Quase não se falava dos implantes nos
congressos e inexistentes os artigos científicos na
implantologia brasileira.
EDITORA MAIO: Conte sobre os
implantes que você vendeu? Dei certo porque, ao contrário da maioria, não mudei de
implantes. Comecei com o TF, que vendo até hoje e que no
início desta década era o mais vendido, e complementei com o
IMZ que no dizer dos melhores implantodontistas é o melhor
implante de todos os tempos e que efetivamente revolucionou
a especialidade. Fixei imagens e marcas por uma continuidade
justificada pela própria evolução destes sistemas que logo
apresentaram suas versões com hexágono externo e de
parafuso. Consegui dar aos dois um embasamento que hoje
somados representam quase 100 artigos e livros, número maior
que o somatório de todos os demais sistemas juntos.
EDITORA MAIO: Agora você é
fabricante? Sim, depois de 10 anos como distribuidor e cinco anos
produzindo componentes protéticos e termos comprado nossa
primeira super máquina (hoje temos três) e com o dólar
dobrando de valor em um mês, decidimos lançar o implante que
vínhamos pesquisando na Universidade Federal do Paraná.
Novamente dei certo, pois comecei fazendo sociedade com um
engenheiro e um técnico em metalurgia. O negócio cresceu e
entraram os meus dois irmãos na sociedade possibilitando um
rápido crescimento da fábrica, que hoje produz mais de
quinhentos diferentes tipos de componentes implantológicos e
têm clientes em todos os estados do Brasil.
EDITORA MAIO: E a mudança
para sede nova? Foi outro passo importante e estratégico. Na medida em que a
implantodontia se consolidava adquirimos uma casa ao lado da
ABO-PR e a reformamos integralmente por um ano e quando a
Odontex completou 20 anos (1997) demos para ela a sede nova.
Para a entrada no 3º milênio estamos terminando o 2º andar e
dobrando nossa área, para acompanhar o vertiginoso
crescimento da empresa. Foi um investimento certo que
fizemos.
EDITORA MAIO: Qual é o
próximo lançamento? Foi lançado no dia 1º de novembro. Chama-se IMPRES e é o
nosso implante de pressão, Com ele pretendemos atingir a
outra metade dos que preferem implantes sem rosca. Como o
HEX, foi um verdadeiro parto: os dois, entre o início do
projeto e o lançamento do implante, consumiram nove meses
cada um. Como pai coruja, digo que ambos são fortes e
saudáveis e certamente terão vida longa.
EDITORA MAIO: E o próximo
livro? São dois. Um em fase de acabamento: Cirurgia e Prótese em
Implantes, com 300 páginas, 50 capítulos e 40 colaboradores
que lançaremos ainda em 1999. O outro, não para a
implantodontia, de tão revolucionário, prefiro não comentar
o teor. Estará a venda no início de 2000 e acredito que vai
mudar a estrutura de trabalho do Cirurgião-Dentista
brasileiro. Aguardem.
EDITORA MAIO: Como está a BCI
? A Revista Brasileira de Cirurgia Prótese e Implantodontia é
meu segundo projeto que não alcançou sucesso de público. No
seu sexto ano de vida ainda não tem uma quantidade de
assinantes que a suporte financeiramente. A cada número
tenho que por dinheiro do bolso para que saia. Não reclamo.
Sei que um dia ela será referência nestas três áreas. Por
ora a encaro como um diletantismo e como numa fórmula de
retribuir o muito que a Odontologia já me deu.
EDITORA MAIO: Você não faz
nada fora da Odontologia? Leio jornal, leio a Veja. Viajo duas vezes por ano a
passeio, curto minha família e faço as coisas normais do
cotidiano: caminho, vou ao cinema e restaurantes, procurando
aproveitar bem o meu tempo. Se a pergunta é pelo lado
comercial, realmente meu único negócio é a Odontologia.
Acredito nela e ela é o meu único negócio. Não tenho outras
atividades ou rendas. Todos os recursos dos investimentos
que fiz foram gerados na Odontologia e nela acredito que
devem ser reinvestidos.
EDITORA MAIO: Já pensou em
“pendurar as chuteiras“ ? Já pendurei. Depois de dois descolamentos de retina e com
quase quarenta anos decidi parar com o futebol que por quase
15 anos foi minha válvula de escape nas 2ª feiras à noite.
Tenho saudades, mas sou consciente que não tenho mais
condições. Minha paixão agora são as caminhadas. Ando uma
hora, duas, sem cansar numa sensação de puro prazer. Para me
motivar vario o diário e procuro descobrir novos pontos
pitorescos da cidade. Praças, casas antigas, ruas bem
arborizadas, jardins bem cuidados, tudo me atrai. Acho que
das caminhadas e do trabalho não me aposento nunca. Creio
que a cabeça ativa e as pernas firmes levam o homem sempre
mais longe.
EDITORA MAIO: Um conselho aos
que iniciam. Sejam honestos e dedicados. Definam um objetivo o persigam.
Aproveitem todos os dias para fazer novos clientes e amigos.
Estejam sempre atentos às mudanças do mercado e ao novo.
Estudem e leiam, todo o resto será conseqüência. Não se
precipitem. Os bons negócios não acontecem de um dia para a
noite e só brindam os persistentes e perseverantes.
Trabalhem e trabalhem.
ENTREVISTA PUBLICADA NO JAO
Nº 17 DE NOV/DEZ 1999 - EDITORA MAIO
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