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Mudança no Ranking
A partir deste ano, uma mudança
nas primeiras posições guindou a odontopediatria à condição de
maior especialidade da Odontologia. O fato em si constata uma
dinâmica entre as preferências por cursos de especialização,
mas traz consigo algo maior. Uma mudança na postura dos
tratamentos odontológicos, que com a endodontia se
caracterizavam por curativos restauradores e que na
odontopediatria denotam uma clara tendência preventiva.
Esta nova realidade, talvez também
conseqüente de uma aspiração atual dos pacientes e seus
responsáveis pela cultura de saúde bucal, deve mudar também o
enfoque dos profissionais quanto ao direcionamento de suas
carreiras, partindo de um anseio e chegando à conclusão de uma
realidade já conhecida em outros centros: a prevenção mudará o
futuro da Odontologia.
Para reflexão das posições
intermediárias, em ordem de preferência, encontram-se a
ortodontia, a prótese e a periodontia, em que a lógica
consecutiva é confirmada pela fase da vida em que cada uma
intervém, ficando como surpresa da análise o fato de mais se
interessarem pela radiologia do que pela dentística.
No extremo oposto, a prótese buco,
que em mais de vinte anos motivou apenas 38 profissionais a
ela se dedicarem em todo o país. Como a 2ª ANEO ousou em criar
cinco novas especialidades, a 3ª poderá se preocupar em
reavaliar as outras que menos tem mobilizado interesse:
estomatologia, odonto legal e patologia bucal, que no Mato
Grosso (estado cujo Jornal do CRO nos forneceu os dados para
esta análise) não sensibilizaram um único interessado nos
últimos dez anos.
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