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BOGOTÁ
Centro político e geográfico do
único país da América do Sul que é banhado por dois oceanos,
o Atlântico e o Pacífico, Bogotá está localizada na
cordilheira que divide o país em duas partes distintas: a
com montanhas e estradas da floresta amazônica, cheia de
rios e sem estradas. É uma cidade que, mesmo vista do alto
de seus mais elevados picos, não nos permite vê-la toda, por
sua surpreendente grandeza.
Talvez por termos visitado toda
a cidade e deixado o museu para algum dia em que chovesse,
algo comum em Bogotá, a última impressão ajudou a ser mais
marcante, tanto que a menção como maior atrativo da cidade
se justifica. São 34.000, isto mesmo, 34.000 peças de ouro
no museu, abordando tudo o que se possa imaginar em ouro, e
muito do que não se imagina também. A visita culmina com a
chegada ao Salão Dourado, que, em um mesmo ambiente, reúne
mistério e fascinação em 8.000 peças de ouro. Imperdível.
Em segundo lugar, na ordem de
impressão que causam, estão as inúmeras igrejas do centro de
Bogotá. Talvez porque a maioria seja decorada basicamente
com ouro, e talvez por esta abundância do vil metal em
paredes e adornos, o povo não tenha dinheiro. Dentre as mais
impressionantes, não deixe de visitar: Santo Agostinho, São
Francisco, Santo Inácio, Santa Clara e Concepção de Maria.
Cada uma com seu estilo e características, todas belas e
impressionantes. Não deixe de apreciar as feições do povo
que, em quantidade considerável, se faz presente durante
todas as horas do dia. Evite os horários de almoço, pois as
missas e a grande quantidade de fiéis não permitem visitas
neste horário.
Os palácios do Governo, da
Justiça, de São Francisco, Echeverry, San Carlos e outros da
área central da cidade, consomem horas de contemplação e
fotos, ainda que a maioria não permita acesso ou o permita
de forma restrita. Valem pela construção, beleza,
imponência, linhas e estado de conservação. Têm a vantagem
de se concentrarem em uma área específica da cidade, plana e
segura.
Para variar os passeios a pé no
centro da cidade, boa intercalação é ir ao Montsserrat, um
mirante no alto da Cordilheira Oriental, de onde se pode ter
um visão geral, quase global, da grandeza de Bogotá. O
passeio pode ser feito de táxi, que, com preço
pré-combinado, não é caro, ou de ônibus, preferencialmente
ao meio-dia, já que em uma parada intermediária e no topo se
pode fazer um lanche substitutivo do almoço, desfrutando de
uma paisagem a perder de vista.
Aos que gostam de maior contato
com a natureza, a visitação aos parques é um atrativo da
capital colombiana. Alguns são próximos e a maioria
interessante, sob diversos aspectos. O Central Bavária, pela
localização, o Simon Bolívar, por ser uma antiga fazenda, e
o Nacional e Santander, por suas fontes e águas, o último
por ser o lugar onde ficaram as primeiras ordens religiosas
de São Francisco e Santo Domingo.
Algumas atrações independentes e
variadas podem ser a Praça de Toros de Santamaría, para os
que nunca foram à Espanha; o Mirante da Torre Colpatria, o
edifício mais alto da cidade; a Maloka, que é um centro
interativo de ciência e tecnologia; o Teatro Cólon, por sua
grandeza e requinte; a Biblioteca Nacional, por seu acervo;
e o Colégio Maior de São Bartolomeu, por sua imponência e
grandeza.
Àqueles que têm medo ou não se
motivaram ainda a visitar a Colômbia por causa do terrorismo
e guerrilhas, lembrem que estas acontecem no interior
distante do país e que a capital Bogotá é uma cidade
tranqüila, de povo em paz e contra qualquer belicismo,
havendo nas regiões centrais da cidade bom policiamento e
segurança. Para se ter uma idéia diferente da riqueza da
Colômbia, hoje lamentavelmente associada à cocaína, não
podemos esquecer que este país foi o que desbancou o Brasil
da condição de maior exportador de café do mundo. Acredite:
a fé dos colombianos, seu passado e riqueza merecem a sua
visita.
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