SANDRA KALIL BUSSADORI
Recebi comentários sobre a ausência
de Odontológas nas entrevistas e trato logo de corrigir esta falha,
apresentando hoje uma das estrelas da nova geração. Dedicada ao
extremo, ela é Mestre e Doutora pela FOUSP, Professora do curso de
Mestrado da Uninove, Professora da Unimes e Coordenadora dos cursos
de especialização em Odontopediatria da APCD Central e ABCD Humaitá.
E ainda encontra tempo para ministrar muitos cursos por este Brasil.
Além de escrever livros e artigos.
Quem a influenciou
a fazer Odontologia?
Queria fazer Odontologia
e Jornalismo. Mas, por influência de minha mãe e madrinha, que
sempre foram da área da saúde e pesquisadoras, fiquei estimulada a seguir esta profissão.
Onde fez e quais
suas lembranças do tempo de faculdade?
Fiz na UNISA, antiga OSEC.
Minhas lembranças são excelentes e tenho orgulho de ser formada por
lá, ter tido ótimos professores e a felicidade atualmente, de ser
professora ao lado de alguns deles.
Como foi seu início
na profissão?
Logo de cara montei meu
consultório e trabalhei no consultório de um amigo, além de fazer
estágios na Universidade e cursos continuamente. Como todo começo,
não foi fácil, mas sempre digo aos meus alunos, que nada vem fácil e
não tem crise em nossa profissão, basta estudar, ter muito afinco e
o restante vem!
Lembra quem foi seu
primeiro paciente?
Claro! Foi minha prima
quem indicou. Era um amigo que trabalhava no mesmo escritório dela e se
chamava Alaor. Continuou comigo durante muitos anos.
Qual foi o seu
atendimento mais difícil?
Acho
que os atendimentos são difícieis quando não temos a segurança
suficiente e o domínio apropriado da técnica propriamente dita. Lembro de um, em que tive que tirar uma raiz residual de um terceiro
molar e fui socorrida por um professor. A lição que tirei disso, é
que casos que para nós são difíceis é melhor indicar para o
especialista.
E um que tenha sido
o mais gratificante?
São tantos, mas em
minha área foram todas as vezes que promovi a devolução da saúde das
crianças em que a doença cárie tenha causado extensas destruições e
de forma conservadora consegui resolver, fazendo-os adolescentes
saudáveis.
Sabe o nome do seu
primeiro protético?
Sr. Viana.
E da sua primeira
atendente / auxiliar?
Ana.
Tem algum filho ou
parente Cirurgião Dentista?
Tenho uma prima Vera
Bussadori, que é especialista em dentística um primo, o Eduardo
Kalil, que é especialista em CTBM.
Quem é seu maior
ídolo na Odontologia?
Seria
injusto mencionar uma única pessoa. Tenho vários e posso citar
alguns: Prof.
Antonio Carlos Guedes-Pinto, Profª. Maria
Fidela Lima Navarro, Adair Busato, Elenice Aparecida Nogueira
Gonçalves.
Como está vendo o
presente momento na Odontologia?
A Odontologia vem
evoluindo muito, graças às pesquisas científicas desenvolvidas em
nosso país e no exterior. Hoje somos mais criteriosos e os tratamentos
menos invasivos, com resultados excelentes. A prevenção também é
responsável pela diminuição das doenças que acometem as estruturas
orais. Sinceramente, acredito em minha profissão e especialidade,
que é a Odontopediatria e o tratamento de jovens (Odontohebiatria).
Qual é a causa
desta situação enfrentada hoje?
Acho que o pior de
nossa profissão, sinceramente já passou. O que realmente me preocupa
é a aquisição de conhecimentos e a formação dos profissionais em
geral. Isto precisa ser imperativo e pontual, pois as gerações devem
ser melhores sempre e muitas vezes, isto não tem acontecido.
Que solução vê para a profissão?
Formarmos excelentes profissionais e estimulá-los a investirem na
aquisição de novos conhecimentos e tecnologias, para se
diferenciarem, pois não adianta nada a Odontologia evoluir, se as
pessoas não acompanharem. Quero deixar claro, que não é apenas
gastando com técnicas caras e um consultório bem equipado, mas sim,
se preocupando com conceitos básicos em relação às doenças e
conseqüências delas, pois ainda assistimos muitas técnicas invasivas
serem empregadas e diagnósticos incorretos na rotina diária em
diferentes níveis.
A que atribui o seu
sucesso profissional?
Dedicação,
muito estudo, persistência e amor à profissão.
Como espera ser o
seu futuro?
Desejo que
a profissão me permita viver com tranqüilidade e que possa durante
muito tempo contribuir para uma geração futura melhor em todos os
sentidos.
Deixe uma sugestão para os mais
novos:
Estudem, pesquisem,
trabalhem duro, com muito respeito e amor à profissão, pois é uma
das coisas que nos estimula e nos faz feliz! E lembrem sempre: as
coisas não são fáceis, mas tenham absoluta certeza, que com
perseverança atingirão os objetivos e metas que traçaram!
Sandra, foi um privilégio esta entrevista. Agradeço tua
atenção e desprendimento. Parabéns pelo sucesso na profissão e na
carreira docente. Gostaria que deixasse um e-mail para os seus
amigos fazerem contato.
skb@osite.com.br