ODONTO ENTREVISTA Nº 52

Reconhecimento ao CD de Sucesso!

 

 

MARIO SÉRGIO LIMBERTE

 

 

Nosso entrevistado da semana é graduado pela FOUSP na turma do agitado ano de 1964, especialista em Prótese Dentária, ministrador de cursos nacionais, internacionais, fundador da Sociedade Brasileira de Reabilitação Bucal e será o Presidente do próximo CINOSP da ABO São Paulo e seu Coordenador Científico. Como escritor participará da próxima Bienal do Livro em São Paulo, com tarde de autógrafos no dia 15 de agosto, domingo, das 16:30 ás 19 horas. Veja convite ao final da entrevista.

 

 

Quem o influenciou a fazer Odontologia?

Desde criança achava bonita a profissão e não tive influência de ninguém.

 

Onde fez a faculdade e quais suas lembranças desse tempo?

Cursei a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo na Rua Três Rios no Bom Retiro, em São Paulo.  Tenho só lembranças agradáveis desse tempo, como todo estudante.

 

Como foi seu início na profissão?

Muito difícil, trabalhei bastante, até sábados e domingos. Levei pelo menos quinze anos para ter uma clientela semi-estável e mais cinco para uma clientela mais fiel. Os bons resultados demoram.

 

Lembra quem foi seu primeiro paciente?

Foi um bancário meu amigo. Eu era bancário e Cirurgião Dentista.

 

Qual foi o seu caso mais difícil?

Sempre foi difícil lidar com o elemento humano, sendo cliente ou empregado. Não lembro-me de um caso mais difícil, mas de pessoas difíceis.

 

E um que tenha sido o mais gratificante?

Um selante num terceiro molar inferior. Muitos vão rir da minha resposta, mas quem tem anos de clínica entende o que eu falo. Quanto mais simples o procedimento, mais satisfação e menos dor de cabeça nos dá.

 

Lembra de algum caso pitoresco acontecido no consultório?

O de uma cliente feia que veio com a capa de uma revista na mão, na qual estava estampado o sorriso de uma linda modelo e disse querer que eu fizesse os dentes dela iguais àqueles, pois ela iria ao Pitangui fazer uma plástica. Era um caso de Psiquiatra e não de Odontologia. Os jovens deveriam estudar mais sobre comportamento humano ao invés de ficar só “babando” nos congressos vendo slides de resinas, porcelanas, implantes, etc. Muitos profissionais bem qualificados tecnicamente, não sabem comunicar-se, não conseguem lidar com clientes difíceis, não sabem cobrar honorários e não conseguem valorizar-se.

 

Quais foram os seus maiores ou melhores momentos?

A diplomação como Cirurgião Dentista e a criação do congresso “Estética”, na APCD.

 

Qual foi o marketing que usou para começar?

Telefonemas para os clientes nos aniversários, cartão de natal, impressos com orientação de higiene bucal, aplicar anestesia sem dor, distribuir cartão para todas as pessoas que me eram apresentadas. Ainda falava: leve dois cartões porque poderá querer dar um para algum amigo.

 

Tem algum parente Cirurgião Dentista?

Um filho.

 

Quem é seu maior ídolo na Odontologia?

Meu maior ídolo já nos deixou: o CD Guilherme Contesini.

 

Quem são os seus grandes amigos na profissão?

O número é tão grande que certamente eu esqueceria de algum, por isso prefiro não mencionar.

 

E quem fez mais pela classe nestes anos todos?

Congressos, jornadas e palestras. Fiz a minha parte, valorizando-me e ensinando outros colegas a fazê-lo.

 

Qual seu livro ou autor preferido na profissão?

“Estética e Cosmética” do Prof. Mondelli.

 

Qual a revista odontológica que mais gosta de ler?

Revista Dental Press Estética.

 

Como está vendo o presente momento na Odontologia?

Difícil devido à desvalorização profissional causada pelos próprios Cirurgiões Dentistas.

 

Qual caminho vê como mais indicado para a profissão?

Trabalhar honestamente, trabalhar, trabalhar e valorizar-se.

 

A que atribui o seu sucesso profissional?

Trabalho, estudo, trabalho, estudo, trabalho e estudo.

 

Quem o ajudou no crescimento profissional?

Minha mãe, esposa e meus filhos.

 

Sente-se realizado profissionalmente?

Sim.

 

Como espera ser o futuro da profissão?

Ruim.

 

Deixe uma mensagem para os mais novos:

Não trabalhem para convênio, façam o melhor de si para cada cliente, por que ainda existem muitas pessoas procurando um Cirurgião Dentista particular. Tenha paciência e não pense só em dinheiro. Para quem faz o que gosta, o dinheiro é consequência e vem naturalmente.

 

A palavra é sua para suas considerações finais.

É um prazer ter um grande amigo como você.

 

Que pergunta gostaria de fazer ao entrevistador?

Que você acha do futuro da profissão da maneira como andam as coisas?

 

Amigo Mário, você como um dos CDs pioneiros na utilização do Marketing na Odontologia deixou-me o gancho para a resposta. Com este quadro atual da Odontologia, só fazendo um bom Marketing para captação de novos clientes em novos procedimentos e uma boa Gestão, para melhor administrar a clínica. Obrigado pela oportunidade da entrevista e por fazer-me lembrar de um grande amigo, Guilherme Contesini, que quando a Sociedade Brasileira de Reabilitação Bucal completou 10 anos, homenageou-me com medalha e diploma, que com honra veio assinado por você, seu presidente à época. Obrigado por sua imensa amizade e pela lição de vida que sempre nos dá.

 

 

RECONHECENDO QUEM FAZ A ODONTOLOGIA MAIOR E MELHOR!

 

Antônio Inácio Ribeiro     ribeiro@odontex.com.br

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