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ODONTO ENTREVISTA Nº 35 |
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PROFESSOR LINDBERGUE MARIANO
Nosso entrevistado desta semana é Especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares (CFO-25B), Decano fundador do IVO - INSTITUTU VITAE OMNISCIENTIA Brasil e Itália, Presidente Honorário do CVM – Itália; Ministrador e pesquisador do IVO e do Oclusivo Bodutra Eventos, onde regularmente ministra cursos, laureado com a Medalha de Tiradentes pelo CROSP, por relevantes serviços prestados à classe odontológica. Lancará no próximo dia 10 de abril seu livro Oclusão Ortopédica & Desgaste Seletivo, Sensibilidade e Motricidade, um verdadeiro tratado sobre o tema.
Quem o influenciou a fazer Odontologia? Na verdade não foram pessoas, mas a liberdade que vi possível.
Onde fez a faculdade e quais suas lembranças desse tempo? OSEC, que hoje é a UNISA. As lembranças são muitas e queridas.
Como foi seu início na profissão? Simplesmente abri meu consultório, pois naquela época era muito mais fácil.
Lembra quem foi seu primeiro paciente? Lembro, com muito carinho, foi meu amigo Ariel. Além de ter emprestado o dinheiro para eu comprar o equipamento, ainda considerou o empréstimo pago, levando a família para eu tratar... Pena que faltam “Ariéis” na praça...
Qual foi o seu caso mais difícil? Todos os casos são difíceis de certo modo. No começo pela inexperiência, depois pelo excesso de informações. Tenho um amigo que costuma dizer que a Odontologia é muito fácil para quem não sabe nada, difícil para quem sabe e até impossível para quem sabe muito...
E um que tenha sido o mais gratificante? Todos gratificam, até mesmo os insucessos: aprendemos muito mais errando que acertando.
Lembra de algum caso pitoresco acontecido no consultório? Minhas duas sobrinhas na sala de espera, a Bel e a Flávia. A Bel perguntou à Flávia: “Por que o tio estuda tanto?” A Flavinha respondeu: “Porquê é burro, não aprende fácil como a gente...”
Quais foram os seus maiores ou melhores momentos? Quando estava junto a meus colegas estudando.
Qual foi o marketing que usou para começar? Nunca me preocupei com o mercado. Quando um especialista em marketing falou-me que foi este exatamente o meu marketing, pensei naquelas questões sem saída... inescapáveis. Ele falou que meu marketing foi a diferenciação pelo conhecimento, inclusive cobrando mais que a média, acabei me destacando como algo, entre aspas, superior, na visão do paciente. Foi? Se foi ainda vale hoje? Lembro que naquela época juravam que a saída eram as clínicas populares, cobrar barato era a solução, se cobrasse caro não teria pacientes... Hoje elas ainda existem, apenas mudaram a estratégia. No lugar de panfletos por avião fazem propaganda na TV, mudaram a fachada orientados por arquitetos, até a higiene passou a ser exibida como instrumento de venda. Câmeras de TV para ver na tela de plasma o que antes era mostrado no espelho. Em todo canto há bom gosto e competência implícita no jogo do mercado, nas roupas do profissional, na sala de espera e equipamentos, tudo é comunicação visual ... Antes as “pops” eram a opção pelos pobres, hoje as grandes empresas descobriram quem tinha razão: “pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual”. Antes, para se abrir uma “pop” precisava-se de quase nada, hoje é preciso muito dinheiro...
Tem algum parente Cirurgião Dentista? Não. Não sei se isto ajuda. Conheço colegas que não sobreviveram à fama do pai e foram tragados, embora as “dinastias”, no melhor sentido que se possa dar a isto, como os Sendik, Todescan etc, provem que pode ser muito bom ter parentes na área, se todos forem bem sucedidos.
Quem é seu maior ídolo na Odontologia? O colega que estuda, na frase linda de Dawson: “faz do paciente sua maior prioridade”.
Quem são os seus grandes amigos na profissão? Meus mestres, meus alunos e meus colegas.
Qual seu livro ou autor preferido na profissão? “Estudo biomecânico do aparelho dentário”, de Camani Altube e “Biologia da boca” de Ramon Torres.
Qual a revista odontológica que mais gosta de ler? Tenho preferência por revistas indexadas, mas não significa que não existam tesouros em outras. Garimpo inclusive na Internet.
Como está vendo o presente momento na Odontologia? Uma fase difícil, como um adolescente que não sabe muito bem o que fará na vida. Tenho a esperança, todavia, que tudo dê certo.
Qual caminho vê como mais indicado para a profissão? Acho que a Odontologia tornou-se empresarial, comercial sempre foi. Como disse o que mudou foi o marketing das “pops”, que já não são tão inocentes como eram, não ficam mais sobre a padaria, ao lado da cabeleireira... Hoje possuem sedes e mandam “vans” buscar clientes no metrô. Não sei se devo condenar... Minha esperança é a reconciliação dos objetivos empresariais com a ciência.
A que atribui o seu sucesso profissional? Sucesso é algo relativo. Diante de certos colegas que ganham muito dinheiro eu fui um sucesso? Diante de colegas que amam o conhecimento científico eu fui um sucesso? Sucesso define-se na meta perseguida, que no meu caso foi estudar, estudar e estudar... Minha sobrinha tinha e segue tendo razão...
Quem o ajudou no crescimento profissional? Meus alunos, ninguém ensinou-me mais que eles.
Sente-se realizado profissionalmente? Não. Tenho a sensação que nunca me sentirei. Parece que sempre tenho algo ainda por conquistar.
Como espera ser o futuro da profissão? Eminentemente técnico, cada vez mais centrado em biologia, células do epitélio de aderência ou juncional do fundo do sulco gengival, poderão ser o implante do futuro. Talvez possamos acionar seletivamente os genes, aprimorando métodos preventivos... O futuro me assusta e ao mesmo tempo me fascina...
Deixe uma sugestão ou mensagem para os mais novos: Procurem agir exclusivamente a partir de evidências científicas, preferencialmente experimentais, mas não esqueçam de Bergson, endossado por Einstein: a intuição pode preceder toda descoberta... Lembrem: a matemática não tem nenhuma evidência experimental, mas não existe ciência sem ela. Matemática é pura lógica, ramo da filosofia.
A palavra é sua para suas considerações finais. Primeiro agradecer ao amigo, que conheço desde a época da Odontex, na rua Humaitá em frente a então APCD-Central, hoje ABCD, sempre dedicado ao sucesso profissional do Cirurgião Dentista. Segundo aproveitar a oportunidade para divulgar o lançamento do meu livro “Oclusão Ortopédica & Desgaste Seletivo, Sensibilidade e Motricidade” em curso eminentemente prático, nos próximos 10 e 11 de abril. Cada participante ganha um livro, devendo levar um par de modelos da dentição decídua e outro da permanente para realizar ajustes acompanhando a demonstração. Serão abordadas cinco escolas ou filosofias de oclusão: Gnatológica e PMS (Estados Unidos), Escandinava, RNO (Espanhola) e IVO/CVM (Brasil e Itália), nas configurações: balanceada bilateral, função de grupo, guia canina, proteção mútua / cêntrica longa. Creio interessante por ser de aplicação imediata na clínica geral e nas especialidades (Odontopediatria, Ortodontia, Dor & DTM, Periodontia, Dentística, Prótese sobre implante ou pilar natural etc).
Será um prazer, como livreiro e como autor, poder estar presente neste grande momento da sua vida, para o lançamento do livro, que tive o privilégio de ver em primeira mão e poder antecipar que se trata de um divisor na área. Parabéns e muito sucesso nesta nova fase da carreira, agora como autor. Aos que quiserem contatar com o entrevistado ou cumprimentá-lo, aqui vão os seus e-mails são: lindbergue@oclusivo.com.br ou lindberguemariano@gmail.com
LANÇAMENTO DO LIVRO E CURSO:
http://www.oclusivo.com.br/_portal/?inc=vercur&id=162
INDIQUE NOMES DE DESTAQUE NACIONAL PARA ENTREVISTAS Antônio Inácio Ribeiro ribeiro@odontex.com.br
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