ODONTO ENTREVISTA Nº 87

Um reconhecimento a quem merece!

PAULO TONE

Nosso primeiro entrevistado do ano é graduado pela Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo; Membro Fundador e Atual Diretor Científico da Academia Brasileira de Odontologia Estética; Pós Graduado em Prótese pelo Kasumigaseki Institut, Tókio Japão; Palestrante e Ministrador de cursos no Brasil e exterior. Como curiosidade, foi o primeiro Cirurgião Dentista Ocidental, a ser convidado para ministrar cursos na República Popular da China, em 1983.

 

Quem o influenciou para fazer Odontologia?

Um amigo estudante de Odontologia da USP, chamado Uemura, que morava comigo na pensão. Também a mãe de um colega de colégio que era Dentista, Dra. Amélia e um sextanista de Medicina que me fez considerações sobre as vantagens e as desvantagens de ser médico. Meu pai queria que eu estudasse Medicina, mas o longo período para se formar de seis anos e a residência de quatro anos me influenciaram a fazer um curso superior mais rápido, de forma que eu ficaria independente em poucos anos de vida profissional. Não me arrependo de ter escolhido a carreira de Odontólogo, uma vez que eu sou um apaixonado pela profissão que abracei, apesar de não ser devidamente valorizada.

 

Como e onde foi seu início na profissão?

Meu intuito era iniciar a profissão em São Paulo dada às amizades que eu tinha, peça fundamental para começar a carreira. Não tinha apoio financeiro e tentei junto com um colega de classe,  Paulo Celso Antonini montar um consultório, mas devido ao alto custo financeiro e sem apoio tive que instalar-me em Mogi das Cruzes, cidade em progresso, perto de São Paulo, onde recebi proposta de um emprego público que me animou muito. Graduei-me em 1956 pela Faculdade de Odontologia da USP na Rua Três Rios, um curso exaustivo que iniciava as aulas às 07:00 horas da manhã e terminava às 18:00, inclusive aos sábados, com um intervalo de almoço de uma hora. Tinha professores altamante qualificados com cursos no exterior como os Professores Doutores Ciro Silva (Radiologia e Cirurgia), Antônio Cesio Padua Lima (Periodontia), S. Interlandi (Ortodontia), J.J. Barros (Cirurgia), José Policiano Leite, Professores Doutores Delgado e Dioracy, ambos discípulos do professor Skinner dos U.S.A. da cadeira de matérias dentários, que tinham conhecimentos teóricos e práticos pois mantinham clinica privada de alto gabarito além de renomados professores como Tadashi Tamaki, João Pereira Lima, o popular João Conduto, Barroso de Histologia, Della Serra de Anatomia, o gentleman Angelo Vela da Dentística restauradora, e não poderia esquecer o professor Bonifácio da cadeira de Clinica Odontológica, todos eles exigentes na parte científica, disciplinar e principalmente na questão de horário. Valeu a pena! Fomos exigidos, mas aprendemos muito.

 

Lembra quem foi seu primeiro paciente?

Recordo-me muito bem que foi uma senhora, professora do primário indicada pelo Professor Frutuoso Pimentel, hoje catedrático aposentado de Prótese da Faculdade de Odontologia de Araçatuba (UNESP), para realizar uma prótese fixa de ouro. Uma “bomba” para quem está iniciando. Ainda bem que aprendi esse trabalho quando aluno do último ano da Faculdade.

 

Qual foi o caso que lembra como o mais difícil?

Lembro-me muito bem de um industrial rico, que chegou ao consultório com os incisivos inferiores muito abalados, devido a grande perda óssea e que não queria perder os dentes, prometendo dar-me de presente de casamento um fogão, caso mantivesse os dentes em boas condições de mastigação. Fiz um modelo de estudo, fui para São Paulo a procura de ajuda e encontrei um protético muito habilidoso chamado Atarxerxes, experiente em trabalhos com ouro, que me orientou a realizar um trabalho de contensão (coroas Venier em ouro). Foi um resultado feliz.  Até hoje lamento não ter comigo as radiografias do caso em que houve uma surpreendente regeneração óssea em razão da intervenção. Emprestei-as para o professor da USP Dr. Simão Kon, meu colega de classe, e nunca mais me ocorreu pedi-las de volta. Lembro-me muito bem, que o preparo das coroas foi feito, com o recém adquirido alta-rotação segurando os dentes que estavam muito debilitados.

 

E um que tenha sido o mais gratificante?

Foi o caso de uma menina de três anos que perdeu os dentes superiores anteriores e que relutava em ir à escola naquelas condições. Realizamos uma reabilitação oral, com a confecção de duas coroas de ouro; nos molares tivemos que realizar um aumento de coroa clínica com encaixes para fixar uma ponte removível com expansor ortodôntico. Foi um sucesso gratificante, mormente porque os avós fazendeiros haviam levado essa criança aos mais renomados Odontopediatras de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, que tiveram receio de colocar uma prótese móvel na boca da pequena paciente.  Aos que se interessarem, principalmente os odontopediatras em  receber as fotos deste caso favor entrar em contato comigo: (ptone@uol.com.br), eu as enviarei, com todo prazer.

 

Lembra-se de algum caso mais pitoresco acontecido no consultório?

Lembro-me de um caso de moldagem com alginato acontecido em um consultório de um Dentista. Certo colega foi a um consultório bater um “papo” e encontrou o titular realizando uma moldagem de alginato e, em seguida, falou: vamos tomar um cafezinho, enquanto o alginato toma presa. E esqueceram-se do paciente e o amigo chamou-lhe a atenção. E o paciente?  O profissional disse: pode deixar que eu resolvo. Voltou e tocou com o indicador na moldeira e disse ao paciente: Falta mais um minuto...

 

Quais foram seus maiores ou melhores momentos?

Caso curioso foi quando adquiri o meu Alta Rotação (Airrotor S.S. White) do Boticão Universal, o primeiro a ser vendido no Brasil, em 1958. Trabalhei um ano com motor de corda, estava quase desistindo da profissão devido ao desgaste físico que o equipamento provocava. Era uma dureza remover uma coroa e para minha salvação apareceu esse aparelho que revolucionou a Odontologia.

Em certa ocasião, fui convidado a visitar a República Popular da China em 1983, graças à apresentação do Professor Dr. Euclides Jesus Zerbini, que conheci durante um voo da Varig Madri - São Paulo; ele estava voltando de uma viagem à China e contava maravilhas sobre o país. Perguntou-me com simplicidade se eu gostaria de conhecer a China e eu, é claro, respondi afirmativamente. Então deu-me um cartão com seu nome e disse: entre em contato com a Embaixada da China em meu nome  para ir conhecer aquele país. Fui a Brasília levando meu currículo e depois de uma entrevista fui aceito. Depois de trinta dias recebi um telefonema do adido cultural chinês pedindo para eu marcar a data da minha viagem a esse país oriental. Durante 22 dias visitei lugares até então inacessíveis aos estrangeiros como a Muralha da China uma das únicas Maravilhas do Mundo vista pelos Astronautas, Cidade Proibida, Cemitérios dos Guerreiros e Cavalos de Bronze (Xian), cidades subterrâneas com hospitais e escolas, Praça da Paz, e outros lugares. Na ocasião os condenados à morte eram executados a tiros perante o povo em praça pública. Uma curiosidade: fiquei hospedado em um hotel em Pekin durante uma semana, dada a variedade da comida chinesa não repeti nenhum prato durante os almoços e jantares.

O povo chinês, muito simpático e amável, tratou-me muito bem, embora estivesse receoso, uma vez que eu sou descendente de japonês. Não mencionei a minha origem durante a estadia, até que o reitor da Universidade de Pekin perguntou se eu era descendente de asiático, quando então começou a falar em japonês. Eu entendia porque, quando criança,  frequentei escolas japonesas.   Quando em visita a Xian, ministrei um curso na Faculdade de Odontologia da cidade composta somente de alunos militares.

 

Qual foi o marketing que usou para começar?

No inicio da profissão, em Mogi das Cruzes, eu me relacionava com esportistas da cidade, pois fui apaixonado e, modéstia à parte, jogava bem futebol, participando de times paulistas formado por universitários e ex-universitários famosos, como Mario Travalini, Rubens Minelli, José Maria Marin, Mario Covas e outros. Tais circunstancias fizeram-me muito conhecido na cidade de Mogi, pois o futebol de salão estava na moda (1955/1956) e a imprensa dava destaque ao esporte.

 

Tem algum parente Cirurgião Dentista?

Sim, tenho uma sobrinha chamada Larissa, que é uma excelente Dentista, graduada pela USP e apaixonada pela profissão. Antes de ingressar na faculdade ela estagiou em meu consultório por vários meses, vivenciando o dia a dia do Cirurgião Dentista para analisar os prós e contras da Odontologia. É a minha sugestão ao jovem que queira seguir a carreira na Odontologia: faça o mesmo procurando um profissional competente e principalmente ético para que no futuro não haja arrependimento. É uma profissão artesanal e gratificante que não deixa nenhum Cirurgião Dentista milionário com os rendimentos recebidos na prática. É o que noto nesses meus 55 anos de exercício profissional.

 

Quem é o seu maior ídolo na Odontologia?

No inicio da profissão aprendi muito com o professor Ripol (México), Dr. Roberto Moreira do RJ, ex-assistente do professor Dr. Tilman (USA), professor Buonacuore, o único Dentista até hoje cotado para receber o Prêmio Nobel, que sofreu um infarte impedindo-o de receber esse prêmio almejado por quase todos os cientistas do mundo, com seu assistente professor Gwinnet da Universidade de Stony Brooks de Nova York, os quatro infelizmente falecidos. Vale ressaltar, que eu e os irmãos Benvenga de Santo André tivemos o privilégio de assistir a sua aula na APCD da Rua Humaitá quando então casos inacreditáveis de restaurações de resina classe 4 nos encantou. Ficamos deslumbrados tanto é que, o professor Ítalo Americano nos convidou para um curso no Congresso da A.D.A em Houston em outubro de 1973. Estive lá e constatei o sucesso de sua apresentação; pois foi a estrela do encontro. Estava esquecendo de relatar que depois da palestra na APCD eu convidei o professor Buonacuore e sua assistente Maria Eugênia Tolendal, mineira de Barbacena, para comer uma pizza na Pizzaria Esperança da Rua Treze de Maio. Saboreou a pizza e o pão de linguiça, falando em alto e bom som: esta pizza não fica nada a dever as da Itália. Também me impressionaram os professores Terakawa (Tókio), Goldstein (USA), Garber (USA), Nasedkin (Canadá), Nakabayashi  (Tókio), Didier Dietschi (Suíça), Peter Scherer (Suíça), Kanca (USA), John Kois (USA), Larry Rosenthal (Nova York), Fradeani (Itália), Bichacho (Israel), Touati (França), Cherilyn Sheets e outros. Com todos mantenho uma bela amizade e troca de opiniões. Sempre que posso faço visitas aos seus consultórios ou às faculdades onde lecionam, para aumentar os meus conhecimentos de atualização.

 

Quem são seus grandes amigos na profissão?

Meu convívio mais recente tem sido com os colegas Sueli Costa, Olivia Rogéria, Claudio Biamino, Laerte Schenkel, Celso Orth, Nilson Denari, Marcelo Calamita, Eliene Barreto, Maria da Penha, Marlene Pereira, Silvana Perfeito, Maria Aparecida Medeiros, Marta Faissol, Fernando Moura, Kiroiti Ikeoka, Carlos Pizani, Wiliam Lee, Rogério Lacaz Neto, Roberto Miguita, Kimaid, Christian Coachman, Karen Gallo, Reinaldo Fraga, Leticia Fumi, esses últimos companheiros de consultório, Fátima Cristina Cabral, Samara Catellani, Maysa Caruso, Ana Paula Dvaux, Marcos Costa, Julio Sá Ferreira, Laércio Nickel, José Roberto Moura, Luis Ramos Junior, Lorain V. Moraes, Lindalva Gutierrez, Beto Macedo hoje cursando pós-graduação na Universidade de Alabama. Hilário Falleiros, com quem trabalhei durante mais de 20 anos, aliás, um ótimo endodontista, que ainda cursou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco à noite. Após a graduação prestou concurso, hoje é Procurador do Ministério da Fazenda. É um belo exemplo a ser seguido. Não poderia deixar de mencionar o saudoso Adauto de Freitas e os protéticos Ademar Ishi, Nicolau Cury e o inesquecível Siro Kiataki , que, por dezenas de anos, me auxiliou muito com seus trabalhos precisos, principalmente em ouro, qualidade da qual me servi muito na profissão.

 

E quem fez mais pela classe nesses anos todos?

Infelizmente não posso destacar ninguém que, nos órgãos oficiais tenha trabalhado em DEFESA da Classe, com exceção de poucos. Veja o caso da lei 3.999/61 que regula o salário mínimo do Cirurgião Dentista e que é vigente até hoje. É preciso atualizá-la. Na época era bom, mas hoje em dia não condiz com os honorários que os CDs merecem. Há um colega que merece a minha homenagem por ter criado a escola de aperfeiçoamento da APCD São Paulo, Dr. Constâncio Py (falecido) pioneiro nessa iniciativa no Brasil.       

 

Qual seu autor ou livro preferido na profissão?

No início da profissão dois livros me orientaram: Economia Dental, do Professor Mendez Ribas e Marcelo Friedental, ambos argentinos. Na parte clínica restauradora baseei-me em Operatória Dental do professor Parulla (Argentina), e prótese nas coroas e pontes do professor Tilman (USA). Recentemente o professor Pascal Magne (Suíça) em Laminados de Porcelana alem de outros autores.

 

Quais entidades a que pertence ou participa?

Sou membro da Dental Society (Chicago), desde 1983 participei de todos os Meeting-Winter, sócio da APCD de São Paulo, desde 1954 não faltei a nenhum Congresso Paulista até hoje; sou membro Fundador e ex- Presidente da Academia Brasileira de  Odontologia e Estética, ocupando atualmente o Cargo de Diretor Científico.

 

Como está vendo o presente momento na Odontologia?

A Odontologia está em situação nada promissora, principalmente para o recém-formado. Um absurdo! No Brasil temos 315 Faculdades de Odontologia para uma população de 190 milhões de habitantes; existem mais “Dentistas” do que dentes...!!!  A maioria dos formandos não reúne, lamentavelmente, condições de exercer a profissão com dignidade em virtude dos parcos recursos aplicados no ensino da Odontologia. Para comprovar o número crescente de Odontólogos, basta verificar que, em 1969, quando exercia a profissão em Mogi das Cruzes, havia 30 Cirurgiões Dentistas para uma população de 80 mil habitantes. Hoje são 1.500 CDs para uma população de 400 mil habitantes; assim, vemos que  população  da cidade aumentou 5 vezes, enquanto o número de dentistas cresceu 50 vezes. Enquanto nos EUA, o país mais poderoso do planeta há 52 Faculdades de Odontologia, para uma população de 380 milhões de habitantes; no Japão, terra dos meus pais e, aonde tive oportunidade de estudar,  existem somente 24 Faculdades para uma população de 140 milhões de habitantes.

Inacreditável que nosso país tenha esse número alarmante de profissionais na área odontológica, enquanto os países citados têm um número de Escolas Dentais bem menores que o nosso.  Na Itália as Faculdades de Odontologia, todas públicas têm vinte alunos por classe em um curso de seis anos. Esse número maior  de vagas é decorrente da política universitária local. Para comprovar a situação calamitosa da Odontologia no Brasil vou citar dois fatos: para comemorar os dez anos de formatura da minha turma fomos ao restaurante do Edifício Itália. Vinte anos depois no restaurante Máximo, um restaurante italiano de alta categoria; trinta anos, fomos comemorar no Dinhos  Place; os  quarenta anos  numa Pizzaria; os cinquenta anos em uma churrascaria que deixo de mencionar o nome e que cobrava 14 reais por pessoa. Nos próximos anos  não sabemos onde e o  que iremos comemorar.  Outro fato a influir na qualidade dos serviços odontológicos, além da precariedade do ensino em geral, é a mercantilização da profissão através dos planos de saúde odontológica de baixa qualidade, patrocinados por empresas do comércio que pagam baixíssimos honorários aos profissionais. Além disso, as distribuidoras desses planos atuam no mercado da Odontologia sem que nenhuma entidade de classe fiscalize sua atuação, em prejuízo dos inúmeros Cirurgiões Dentistas egressos  das centenas faculdades brasileiras. 

 

Qual caminho vê como mais indicado para a profissão?

O caminho não é nada fácil. Creio que o problema está na qualidade do ensino: o número de “especialistas”, “mestres” e “doutores” que saem das faculdades e tornam-se graduados com esses pomposos títulos não têm se quer cinco anos de prática. É um verdadeiro comércio e ninguém toma providências. Seria necessária uma maior fiscalização dos órgãos da classe, como os Conselhos de Medicina estão agindo, nas Escolas de Medicina. É preciso que os nossos acordem e tomem providências e seremos os primeiros a aplaudir! Por curiosidade vocês sabiam que o colega Dario Adolfi, ceramista brasileiro dos mais conhecidos no exterior, que ministra cursos nas mais variadas partes do mundo não tem títulos de mestrado, doutorado e nem de especialista. Tem, contudo conhecimento científico, habilidades e experiências clínica e laboratoriais de muitos anos. É um exemplo !!!

 

A que atribui o seu sucesso profissional?

A dedicação, a perseverança, a disciplina no trabalho e a ética no exercício da profissão foram sempre meus objetivos em nome de uma Odontologia cada vez melhor. Aprendi muito com meu pai, uma pessoa de larga visão; lembro-me muito bem que nos idos anos da década de 40, em Ourinhos, já praticava o tão falado “delivery” colocando os filhos a entregar mercadorias a sua freguesia do armazém de Secos e Molhados de bicicleta ou carrocinha. Aprendemos muito com ele.

 

Sente ter se realizado profissionalmente?

Sim. Graças a Odontologia participei de mais de 120 Congressos Internacionais em várias partes do mundo. Granjeei inúmeras amizades de que me orgulho e mantenho até hoje. Sou um abençoado por Deus nessa parte.

 

Como espera ser o futuro da profissão?

Como salientei anteriormente, sou pessimista e acredito que somente o estudo, o esforço e a dedicação à profissão poderão proporcionar um futuro promissor aos futuros Cirurgiões Dentistas.

 

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Aproxime-se de um profissional competente e continue os estudos sem esmorecimento.

 

A palavra é sua para as considerações finais

Em um futuro próximo penso encerrar minhas atividades nessa apaixonante profissão que abracei; pretendo dedicar-me a uma consultoria odontológica, orientando o jovem na parte clínica e administrativa, experiência adquirida nos meus longos anos de carreira. Estou à disposição de todos os interessados para ministrar cursos e palestras sobre a matéria, principalmente a estética, sem ônus nenhum para associações de classe.  A todos meus agradecimentos pela atenção.

 

Paulo Tone

Rua: Professor Artur Ramos 96 conj. 62

Telefones: (011)3812-7866   Residencial (011) 3079-2617

Celular: 9603-6026  E-mail: ptone@uol.com.br

 

Conheci o Paulo no início da década 70, visitando consultórios em Mogi das Cruzes, quando ele me comprava muitos livros odontológicos. Depois estabelecido com a livraria que tenho até hoje, continuou como um dos nossos melhores clientes. Desta forma a ideia que faço é de um profissional atualizado. Já ministrando cursos e palestras, encontrei-o várias vezes em congressos, quando marcou-me outra característica sua: a gentileza. Tanto que disponibilizou seus telefones para contato com amigos. Que serão bem atendidos! Paulo, você merece a entrevista e homenagem.

RECORDAR É DESEJAR BONS TEMPOS DE VOLTA!

Antônio Inácio Ribeiro     ribeiro@odontex.com.br

Leia as entrevistas anteriores na    www.odontex.com.br

 

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