Antônio Carlos Guedes-Pinto, meu ídolo e guru na Odontopediatria, em um curso
que dele assisti, comentou uma dica sobre indicar pacientes que me marcou e
nunca mais esqueci: nunca passem ou tenham um só nome de especialista, em
qualquer que seja a especialidade. Por um motivo simples: os pacientes são de
diferentes níveis e exigências, precisando, portanto se ter pelo menos duas
opções para cada especialidade.
Endosso em gênero, número e grau. E aproveito para colocar
algumas considerações de natureza estratégica na hora de escolher para quem
indicar. Nas duas opções, uma pode ser mais sofisticada e outra mais econômica.
Outro aspecto a considerar, é o fator geográfico: um no centro e outro no
bairro, para o caso do paciente não gostar de se deslocar muito, principalmente
em se tratando de tratamentos mais longos. Para completar, um dos indicados pode
ser mais novo ou simpático e outro mais veterano ou competente.
Se considerarmos os tópicos mencionados acima, talvez o
mais apropriado seria ter três ou quatro nomes de cada especialidade, para fazer
as indicações de acordo com cada quesito. Isto porque se uma indicação for mal
feita, em algum destes aspectos, a imagem que estará sendo arranhada é a sua,
mesmo que você tenha a melhor das boas intenções ao indicar.
Para que tudo isto fique bem claro, seria bom analisar
cada uma das situações isoladamente. Se o paciente está fazendo um sacrifício
para fazer o seu tratamento, indicá-lo a um colega sofisticado, pode ser um
risco de o paciente sentir-se na obrigação de fazer e por conta disto ficar por
algum tempo sem condições de continuar o tratamento. Se o paciente tiver nível e
você, por amizade, indicar algum amigo, de clínica e nível mais simples, o
paciente poderá imaginar que você o está subestimando ou até por em dúvida sua
capacidade, por dar a entender que aquele profissional indicado é uma
referência.
Pelo aspecto geográfico, um colega que tenha consultório
no centro a quem você indique, nos casos de clientes que o escolheram pelas
facilidades e comodidades do seu consultório no bairro, se sentirão descômodos.
Para os pacientes de bairro, com algum padrão, a indicação de um especialista no
próprio bairro poderá parecer falta de conhecimento de outros nomes por indicar,
em regiões melhores.
Considerando-se o aspecto faixa etária, a possibilidade de
você, por alguma razão, indicar um professor de bastante mais idade, para
pacientes mais jovens, pode se constituir em uma possibilidade de desadaptação.
Para o inverso, pacientes de mais idade poderão não se sentir bem, ao serem
encaminhados a profissionais muito mais jovens, ainda que você exalte algumas
vantagens deste.
A propósito da necessidade de se ter que explicar uma
indicação, já pode ser um indicador de que a mesma não seja a mais indicada,
pelo simples fato de requerer a explicação. Por isso, sempre que isto acontecer,
avalie ou re-avalie bem a indicação.
Para ter segurança ao indicar, ficou claro que o ideal é
se ter para cada especialidade três a quatro nomes, em diferentes condições para
indicações mais adequadas. Certo é fazer uma ficha para cada especialidade e em
cada uma delas colocar os dados dos colegas a quem você pretende indicar, com a
característica de cada um ao lado.
Visando otimizar as indicações, uma boa providência é ter
de cada indicado uma quantidade suficiente de cartões, e para cada indicação,
entregar um cartão, aproveitando o mesmo para fazer um encaminhamento ou
apresentação do paciente.
Maneira de agilizar a indicação e execução do serviço em
uma
outra especialidade é pedir para a atendente ligar ao agraciado com a indicação,
na presença do paciente, para o agendamento da consulta, de forma que este fique
compromissado de fazer logo o tratamento.
Também deve ser pedido aos colegas a quem se costuma
indicar, para ao término do tratamento, com o paciente na frente, fazer uma
ligação de alta do paciente, inclusive com marcação de consulta, para imediata
retomada do tratamento.
Manter os colegas a quem você costuma indicar pacientes,
bem informados sobre seus cursos, e principalmente de especialização, é maneira
inteligente de, após estes, passar a receber destes, pacientes em retribuição
pelas suas indicações. Não imagine que seu agraciado vai se inteirar
naturalmente de sue curso ou especialidade. Isto é tarefa sua.
Sendo você o beneficiado das indicações, o melhor
procedimento é agradecer a cada tanto, os pacientes recebidos. Quando se não o
faz, pode-se estar dando a idéia de que os pacientes indicados não estarem
fazendo falta ou diferença e alguns imaginarem que não existe mais necessidade
de continuar indicando, indo o indicador em busca de outro que talvez estejam
precisando mais.
Manter comunicação com os que lhe costumam indicar é
atitude inteligente além de permanecer sempre presente na mente dos que costumam
lhe indicar. Os e-mails são boa maneira de se fazê-lo, por economia e
praticidade de envio a grupos. Bom material são informações a respeito dos
avanços no seu setor.
Como cada vez mais menos estão indicando, inclusive por
que na crise alguns passam a realizar trabalhos que anteriormente não faziam,
ativar e manter colegas que indicam é maneira de preservar o volume de trabalho.
A PROPÓSITO: UMA DAS COISAS QUE MAIS TEMOS PEDIDO EM
NOSSOS E-MAILS, ULTIMAMENTE, É QUE NOS INDIQUEM, PARA QUE ESTE NOSSO TRABALHO
COM OS E-MAILS EM PROL DE UMA ODONTOLOGIA MAIOR E MELHOR, REPERCUTA MAIS DE FORMA
A TERMOS MAIS CONVITES PARA CURSOS E MAIS VISITAS NA NOSSA PÁGINA. E
COMPRAS DOS LIVROS.