Porque as Atendentes de Consultório Dentário querem ser
como as enfermeiras, independentes dos Cirurgiões Dentistas e ter suas próprias
entidades, tais como conselhos e sindicatos? Neste momento em que isto está em
tramitação e pode acontecer, quem já pensou ou refletiu nos porquês?
Afora pretensões trabalhistas e políticas, a origem da
aspiração pode ter alguma relação com o fato de muitas ganharem pouco,
trabalharem fora dos horários padrões e não serem reconhecidas por sua dedicação
ou até não serem estimuladas a progredir.
Neste momento alguns questionamentos cabem, para
entender os porquês e para que não aconteça o mesmo com outras categorias que
servem a Odontologia. Quantas ACD´s têm registro em carteira profissional? Quantas
recebem salário por fora? Quantas não recebem horas extras? E vale transporte e
vale refeição, são direitos que possuem?
Com este quadro que se apresenta com o projeto de lei
1140/2003 em tramitação, não seria um bom momento para refletir como a classe
remunera e valoriza outros segmentos que a servem na forma de prestação de
serviços?
Pode a aprovação deste decreto influenciar aos Técnicos
de Prótese Dentária a tomarem o mesmo caminho e se tornarem independentes do
CFO? Assim como as ACD’s e THD’s, eles também mantém o mesmo grau de relação
com a Odontologia.
Neste contexto me coloco também como prestador de
serviços à Odontologia e sei bem das dificuldades de ser reconhecido por ela. Só
para citar um aspecto muito comentado pelas duas categorias anteriores, também
tenho dificuldade para receber de alguns, regularmente.
Nem comento o ser lembrado na hora de comprar algo, não
só na hora que precisa solucionar um problema para ontem ou te pedir algo que
ninguém tenha. Coisas simples como agradecer, pedir ou comentar.
A propósito, este trabalho de escrever estas colunas,
procurando levar informação e formação em temas complementares ao exercício
profissional, quase não tem reconhecimento. Pedidos e compras através dele são tão
raros e tão poucos, que muitos não acreditam que enviamos estes e-mails a 153.678
CD’s.
Só a título de comentário para reflexionar melhor o
momento e o tema: editei um livro para ACD’s que teve quatro edições de 5.000
exemplares cada, que foram dados como brinde aos assinantes das revistas da
Editora Maio, mais 2.000 da primeira edição para venda (que ainda não se
esgotaram, depois de quatro anos) e mais 3.000 de uma reimpressão pela Maio. No
total foram 25.000 exemplares. Quantos comentários ou elogios recebi por ele?
Pasmem:
Nenhum !
Posteriormente, no mesmo objetivo de ajudar os CD´s e as
ACD’s a desempenharem melhor sua função, criamos um “Quadro de funções para
auto-controle da ACD”. Junto com a Odontograf fizemos 20.000 unidades que foram
distribuídas graciosamente, além de o termos enviado para 100.000 CD’s que à
época era nosso cadastro de e-mails, para serem impressos e usados pelas ACD’s.
Sabem quantos comentários ou elogios recebi por ele?
Nenhum !
Alguma coisa está errada.
ANTÔNIO INÁCIO RIBEIRO
DESCULPEM-ME DE QUANDO EM QUANDO TOCAR EM ALGUM TEMA POLÊMICO. DE NADA ADIANTA
FALAR DAS COISAS BOAS SE NA HORA DA DIFICULDADE, NOS OMITIMOS. A PROPÓSITO,
ENCAMINHE ESTE AO MAIOR NÚMERO DE COLEGAS POSSÍVEL, PARA ESTIMULAR UM AMPLO
DEBATE DESTA QUESTÃO.