Aquela que foi a mais falada, a mais barata, a mais eficiente, a mais forte e
outras afirmações verdadeiras, está falindo pouco a pouco. E não tem nem mais a
concordata para salvá-la. Com isso muitos dos que contavam só com ela para
melhorar ou conseguir clientela, estão começando a ter problemas, sem mesmo
saber porque. E o que fazer. Se não vejamos.
Por causa da violência urbana cada vez maior nos nossos
tempos, cada vez menos se arriscam a sair de casa. A maioria sai menos e quando
sai, trata de voltar logo, dando uma impressão de estarem sempre com pressa e
sem condições para conversar muito, condição essencial para termos tempo e clima
para que aconteça a verdadeira e boa propaganda boca a boca.
Nos dias atuais a tendência da maioria é ficar mais
tempo em casa, muitos em frente da televisão, outros na frente da tela do
computador e alguns para variar ou por não gostarem destes, optam pela telona
com DVD. Em todas diminuindo a própria chance de se conversar e como tal matando
o clima do boca a boca, inclusive o doméstico, que se não tinha muito efeito,
incentivava os demais.
Também colabora como determinante da sua diminuição o
fato de hoje as mulheres, que eram quem mais faziam o boca a boca, em maior
número deixaram os afazeres domésticos e entraram no mercado de trabalho. Os
jovens e adolescentes, por conta da competitividade, agora tem mais aulas, além
de cada vez falarem menos, como parte de uma nova cultura de menos se exporem.
Os próprios vizinhos que antes se visitavam todos os
dias e por conta disto davam mais oportunidade para se estabelecer o boca a
boca, agora se visitam menos e por este motivo, conseqüentemente falam-se menos
e desta forma, também, restringem cada vez mais as chances do boca a boca.
Tudo isso sem contar o surgimento de novas culturas e
hábitos, que ditam novos comportamentos. Por conta destes quem fala muito é
rotulado(a) de fofoqueiro(a) e para não se expor demasiadamente, passa a falar
cada vez menos e sempre só o essencial. O próprio hábito de jogar conversa fora
quase se extinguiu nas capitais e restringe-se mais ao interior.
Para ir completando o quadro, a sociedade acostumou-se a
falar mais de coisas ruins. Acidentes, roubos, desastres, atentados, mortes,
catástrofes, falcatruas, golpes, sem contar os problemas climáticos, econômicos,
morais, éticos e outros, que tomaram conta dos noticiários, deixando cada vez
menos espaço para as coisas boas e construtivas, como o próprio boca a boca
sempre foi.
Tanto que hoje quem fala de coisas boas, muitas vezes é
tachado de puxa saco ou se imagina ter interesses e por isto está falando bem de
alguma coisa. Afora isto, perdeu-se o hábito de reconhecer os valores alheios.
As qualidades possuídas pelos demais. Vivemos hoje o mundo do eu. Onde o meu é
melhor que os demais, que muitas vezes são diminuídos, até para dar destaque do
que é seu.
Por tudo isso e por algumas outras razões que fatalmente
estou esquecendo, o boca a boca diminuiu a ponto de quem depender só dele para
se promover e a seus serviços, vai ver diminuída gradativamente a sua clientela.
Principalmente a reposição por conta dos clientes que perdemos todos os dias, em
função dos cada vez mais, novos profissionais que adentram ao mercado.
Esta é uma das razões por que tanto alertamos para a
necessidade de se buscar outros meios de promoção pessoal. Por esse motivo é que
devemos melhorar o nosso marketing profissional e promover outras maneiras de
marketing de relacionamento. Para isso não podemos nadar contra a correnteza.
Muito pelo contrário, temos que dela nos aproveitarmos e nos identificarmos cada
vez mais com o novo.
E o novo hoje sem dúvida alguma são os meios
interativos, que cresceram incrivelmente nos últimos tempos porque muitas
pessoas saem menos, são cada vez mais individualizadas, para não falar
individualistas e por conta disto estão cada vez mais plugadas aos seus
computadores. E neste sentido cresceu a utilização dos e-mails e das páginas na
Internet, como forma de se entrar na rede e participar dos novos meios de
conquista de clientela.
É provável que em breve se comece a falar de um novo
método de conquista de clientes que bem poderia chamar-se de “tela a tela”,
caracterizando bem o que antes se fazia por cima dos muros, dos portões ou dos
bancos de praças e jardins. E com isso talvez estejamos introduzindo o conceito
que irá caracterizar uma nova geração.
Talvez passemos a ter o “boca a boca” realizado “tela a
tela”, onde o computador, a informática, a interatividade e a Internet terão
indiscutivelmente a capacidade de decidir quem é que vai tratar com quem. Antes
se dizia quem viver verá. Hoje podemos dizer: quem é vivo está vendo. E nem
precisa ser muito vivo. Basta não estar morto. Por ter confiado só no boca a
boca.
ALGUMAS DESTAS MINHAS COLUNAS TEM RETRATADO OS NOVOS TEMPOS E AS NOVAS SITUAÇÕES
A QUE ESTAMOS SUBMETIDOS. PARA QUE ELAS POSSAM TER A REPERCUSSÃO DEVIDA, PEÇO
PARA QUE AS RE-ENVIEM AOS SEUS AMIGOS, ENTIDADES DE CLASSE E AOS MEIOS DE
DIVULGAÇÃO (JORNAIS, REVISTAS E PORTAIS) PARA TEREM O DEVIDO APROVEITAMENTO.
AGRADEÇO DESDE JÁ A AJUDA TELA A TELA DESEJANDO MAIS CLIENTES.