Antes era comum a todos os
especialistas receberem muitas indicações de clínicos gerais, nos casos
pertinentes. E não eram poucos os indicados. Tanto que muitos dos especialistas
viviam só destes clientes que recebiam. E bem.
Tudo isto mudou. Radicalmente. Os clínicos
gerais passaram a atender as especialidades e os muitos especialistas a
atenderem também na clínica geral. Por conta do sumiço dos pacientes e
diminuição significativa das indicações.
Nesta nova conjuntura é preciso quebrar
paradigmas e ir buscar outras fontes de indicações, pelo menos momentaneamente
fora da Odontologia, que para muitos especialistas não tem suprido mais suas
necessidades de clientes.
Na virada do século, o conceito mais em voga
dentro do marketing era o “net work”, cujo conceito iniciou sua popularização
com as cadeias de emissoras de televisão, vinculadas a estações de rádio, além
de jornais e revistas.
Nos tempos recentes, com o surgimento da
Internet e seu incrível desenvolvimento, a própria passou a ser um quase
exemplo-definição de ações em rede, ao mesmo tempo em que permitiu o surgimento
das redes de relacionamento.
Modernamente o conceito evoluiu para
atividades nas quais grupos atuavam em conjunto para atingirem objetivos, que
poderiam ser comuns do grupo ou individuais, nas necessidades de cada um dos
participantes.
Neste sentido é que iremos propor a formação
de redes de relacionamento, provavelmente na melhor tradução para o “net work”.
Daremos a estas um sentido prático e objetivo na formatação de novas fontes para
obtenção de clientes, em nível de especialidades.
Já que as fontes dentro da Odontologia, via
clínicos gerais e outros especialistas não se tem mostrado suficientes para
abastecimento, está a necessidade de busca em forma de novas vertentes para
obtenção da clientela.
Para não teorizarmos demasiadamente a questão,
o ideal é apresentar alguns exemplos que possam não só ilustrar, como já
permitir alguns encaminhamentos, visto que os mesmos serão apresentados já com
as especialidades e profissões a interligar.
Ortodontia ou Ortopedia .............................. Fonoaudiólogo
Implantodontista ........................................... Cirurgião Plástico
Restauradora e Estética ................................ Esteticista
Cirurgia ......................................................... Médico
Ortopedista
Periodontia .....................................................Infectologista
Endodontia .................................................... Cardiologista
Odontopediatria .............................................Pediatra
Odontogeriatria ..............................................Geriatra
Dor e Disfunção ............................................. Fisioterapêuta
Imaginologistas ..............................................Radiologistas
Nossa sugestão é no sentido dos profissionais
da coluna da esquerda se relacionem com os da coluna da direita, por afinidade
de pacientes, para nos casos específicos intercambiarem indicações.
A base de inter-relacionamento entre estes profissionais e outros, que por se
tratar a lista acima de um mero exemplo, não estão contidas, seria um
intercâmbio de conhecimentos, principalmente nas áreas de atuação, para mútuas
indicações.
Na medida em que uns entenderem as atuações
dos outros, as indicações passarão a fluir naturalmente. Se o relacionamento se
intensificar, na forma de um convívio maior, certamente se irão otimizar, até
chegarem a ser uma rotina.
Com estes procedimentos ambos se beneficiam e
dão ao paciente uma maior atenção, pela preocupação de ampliar sua área de
interesse. O paciente perceberá nesta atitude, uma preocupação para com sua
saúde, como um todo.
Meio de se conseguir e manter estes
relacionamentos, que para serem em quantidade ideal, deveriam envolver um número
superior a dez indicadores, é montar um cadastro de especialistas de seu
segmento alvo e municiá-los com informações.
Esta manutenção, de forma moderna e prática,
se fará através de envio de e-mails periódicos, com textos de interesse do
interligado, além de eventuais comentários do que envia, no sentido de
estabelecer ou evidenciar as pontes entre os temas.
Não há necessidade de que sejam pessoas
conhecidas para se iniciar o envio dos e-mails, que por abordarem temas
pertinentes, serão bem vindos. Obvio que no caso de se tratarem de amigos ou com
conhecidos em comum, fluirá mais fácil.
Não tendo nomes em número suficiente e
decidindo-se iniciar a formação de sua rede, o lugar onde buscar pode bem ser as
listas telefônicas, que no caso de não constarem os e-mails, estes podem ser
obtidos com um simples telefonema, além de procurá-los em anúncios de jornais ou
revistas leigas.
Podem ser buscados em revistas da própria
profissão a interligar, onde pela abundância, se poderia impor critério de
proximidades para os escolhidos, de forma que os pacientes destes se motivem
também pelo fator proximidade.
Não tendo de imediato o que mandar, para
estabelecer os primeiros contatos, peça o “100 motivos para ir ao dentista” que
é fonte para os primeiros envios, lembrando de pedir a atendente para que
coloque junto do envio, como brinde, um disquete do mesmo livro, como forma de
facilitar a obtenção dos textos, sem ter que digitá-los.
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