18ª COLUNA

ODONTOLÓGICA

RIBEIRO                                                                                               ODONTEX

 

TRATAR  DO MAU HÁLITO

 


Antigamente tido como de origem estomacal, por problemas com úlceras ou do esôfago, hoje se sabe que o mau hálito está em quase cem por cento dos casos, ligado a mini inflamações na língua, decorrentes da putrefação de resíduos alimentares permanecidos nesta, por falta de higienização adequada e outros problemas de saúde bucal, por causa de tratamentos não realizados. Melhor que seja assim, pois torna a solução para este problema, que muitas vezes leva a dificuldades de relacionamento, quando não a sua inviabilização, bem mais fácil e viável, quer do ponto de vista prático para tratar, quer de acesso.

 

Para os que pensavam em problemas estomacais, os especialistas afirmam que o corpo humano dispõe de válvulas que naturalmente impedem o refluxo desses gases de forma involuntária. Para melhor entendimento aos clientes, convém explicar a estes que a superfície da língua, com sua visível porosidade e seu contato direto com todo o tipo de alimento e o conhecimento de que, com a exposição ao tempo, a maioria destes se deteriora, fica mais fácil ao pacientes, entenderem a origem do mau hálito.
 

Exceção feita ao mau hálito de origem relacionada a doenças das gengivas e aos provenientes por cáries ou canais não tratados, além das próteses mal adaptadas ou higienizadas, o tratamento do mau hálito é procedimento extremamente simples, inacreditavelmente barato e fácil de ser feito, além de dar bons resultados, quando realizado sob orientação estreita de Cirurgião Dentista. Por esse motivo os clientes não devem ter medo de perguntar a algum familiar ou amigo se tem mau hálito, principalmente se desconfiarem de que as pessoas evitam ficar de frente, quando se está falando com elas, por que ele agora tem tratamento bem mais fácil.
 

Conscientes do seu problema e sabendo que o mesmo tem solução, as pessoas devem buscar tratamento e voltar a ter um convívio social e de relacionamento interpessoal normal e sadio, sem medo ou dúvidas. Tratado o mau hálito, podem aproximar-se das pessoas tanto no sentido social, como no físico. Lembrando que falar mais perto dá um toque mais íntimo, facilitando relacionamentos, tanto pessoais como comerciais, além de, em algumas circunstâncias, ser absolutamente indispensável, como em ambientes mais barulhentos, em lugares onde muitas pessoas estão conversando e você está se dirigindo a somente uma ou poucos e nos casos em que pessoas tenham limitações auditivas, ou baixo volume de voz, pela idade. Ter bom hálito, ao contrário do mau que afasta, aproxima as pessoas, tanto quanto o beijo, sinal de maior apreço ou atenção.
 

Como o tratamento do mau hálito não está na mente da maioria das pessoas como sendo algo a ser realizado em consultórios dentários, muitos pacientes não o mencionam e alguns profissionais por trabalharem com máscaras ou por terem sua percepção olfativa não programada para identificar estes problemas, esta é uma atividade que alguns profissionais não se preocupam em colocar entre os itens a serem diagnosticados e fazerem parte dos propostos tratamentos a realizar.
 

Como por minha formação na área da administração e especialização em marketing, estas abordagens tendem sempre a enfocar estes aspectos e ver neles possibilidades de identificar e oferecer serviços. No caso específico do mau hálito, os que se interessam mais por marketing, poderiam desenvolver um interessante método, que consiste em divulgar através de e-mails a seus clientes, que quando identificarem um amigo, parente, vizinho ou colega, com problema forte de mau hálito, para que enviem e-mail ou telefonem para o consultório, pois a partir desta informação, um e-mail ou carta será enviado ao que esta padecendo com o problema do mau hálito, comentando que uma pessoa das suas relações e amigo em comum, passou-nos a informação para que pudesse ser tratada em nível profissional e buscada a solução que na maioria dos casos é simples e barata.
 

A partir deste contato o candidato à cliente teria direito a uma consulta gratuita para identificação do problema (existe até um aparelhinho para este fim), que daria ensejo ao tratamento do problema em si, bem como de outros correlatos que podem estar colaborando para sua acentuação. O mau hálito neste caso seria o gatilho para fazer consciência de problemas relacionados à saúde bucal e forma de motivação para a realização de um diagnóstico bucal e tratamento. Para os casos de os problemas não serem causados por patologias bucais, o encaminhamento a gastroenterologista ou outro especialista, seria uma atenção para com a saúde do paciente, inclusive porque em certos casos, é um oportuno alerta para os mais graves, que podem inadvertidamente não estar sendo tratados.
 

Para estes casos é interessante ter dois nomes de gastro para indicar, um no nível dos melhores e outro mais acessível, para dar ao cliente oportunidade de escolha. Com os dois é interessante manter relacionamento, pois em muitos casos, os clientes procuram o médico e este a partir destas indicações, vai passar a atentar também para a hipótese de causas bucais, na origem do mau hálito.
 

Este tema do mau hálito esta sendo levado tão a sério por alguns Cirurgiões Dentistas, que já foi motivo de dissertação de mestrado de um e motivo para a fabricação das escovas raspadoras de língua para outros. E tema de matérias para jornais como marketing de atratividade. Dentro dos 100 motivos para ir ao dentista, este é um dos que recebem mais comentários dos leigos, tendo sido recentemente publicado na Espanha, Argentina, Colombia e agora na Venezuela. Só no Brasil que não dão muita atenção para este meu livro, que é o marketing da Odontologia.
 

Outro profissional que brinda uma interessante idéia, que me ocorre pelo relacionamento com a solução do problema, é meu amigo Ernesto Muller da Venezuela, que tem na recepção da sua clínica em Caracas, uma mini dental, com todos os produtos para higiene bucal, principalmente os mais específicos, que são mais difíceis de encontrar em farmácias normais, fazendo da dental um negócio para sua secretária ter um complemento de renda. Além de propiciar conveniência aos seus pacientes e de quando em quando, ser motivo de visita por não pacientes, para compra de artigos de higiene bucal.
 

Minha proposta com essas colunas é apresentar idéias diferentes, para ampliar as áreas de atuação do Cirurgião Dentista e brindar com algumas sugestões que possam dinamizar e otimizar suas atividades. Não pense que com isso todas devem ser colocadas em prática. Apenas apresento várias, para que cada um se identifique e escolha aquelas que podem melhor colaborar para sua evolução profissional.

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ANTÔNIO INÁCIO RIBEIRO, Diretor da Odontex, Doutorando em Administração de Marketing pela Universidade La Rioja - Espanha; Mestre executivo em Marketing pelo ISAE da Fundação Getúlio Vargas, Especialista em Marketing pela PUC do Paraná; Habilitado ao Magistério no Ensino Superior pela PUC do Paraná; Pós-graduado em Vendas e Marketing pela ADVB - Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil; Administrador pela Universidade Mackenzie de São Paulo e Autor dos livros "Marketing para o Profissional Liberal", "Segredos ao Sucesso" e "Marketing ao Sucesso" além de 26 outros nestas áreas.  

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100

MOTIVOS

PARA IR

AO DENTISTA

 

 

Obrigatório para

a sua antesala

 

Um bom e verdadeiro marketing específico da Odontologia, direcionado ao cliente, em linguagem leiga, abordando as cem mais importantes razões para se procurar um Cirurgião Dentista, pondo o que é, porque, quando e com quem tratar.

 

164 páginas  

 

R$ 36,00

 

 

 

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