Antigamente tido como de origem estomacal, por problemas com úlceras ou do
esôfago, hoje se sabe que o mau hálito está em quase cem por cento dos casos,
ligado a mini inflamações na língua, decorrentes da putrefação de resíduos
alimentares permanecidos nesta, por falta de higienização adequada e outros
problemas de saúde bucal, por causa de tratamentos não realizados. Melhor que
seja assim, pois torna a solução para este problema, que muitas vezes leva a
dificuldades de relacionamento, quando não a sua inviabilização, bem mais fácil
e viável, quer do ponto de vista prático para tratar, quer de acesso.
Para os que pensavam em problemas estomacais, os
especialistas afirmam que o corpo humano dispõe de válvulas que naturalmente
impedem o refluxo desses gases de forma involuntária. Para melhor entendimento aos clientes, convém
explicar a estes que a superfície da língua, com sua visível porosidade e seu
contato direto com todo o tipo de alimento e o conhecimento de que, com a
exposição ao tempo, a maioria destes se deteriora, fica mais fácil ao pacientes,
entenderem a origem do mau hálito.
Exceção feita ao mau hálito de origem relacionada a
doenças das gengivas e aos provenientes por cáries ou canais não tratados, além
das próteses mal adaptadas ou higienizadas, o tratamento do mau hálito é
procedimento extremamente simples, inacreditavelmente barato e fácil de ser
feito, além de dar bons resultados, quando realizado sob orientação estreita de
Cirurgião Dentista. Por esse motivo os clientes não devem ter medo de
perguntar a algum familiar ou amigo se tem mau hálito, principalmente se
desconfiarem de que as pessoas evitam ficar de frente, quando se está falando
com elas, por que ele agora tem tratamento bem mais fácil.
Conscientes do seu problema e sabendo que o mesmo
tem solução, as pessoas devem buscar tratamento e voltar a ter um convívio
social e de relacionamento interpessoal normal e sadio, sem medo ou dúvidas.
Tratado o mau hálito, podem aproximar-se das pessoas tanto no sentido
social, como no físico. Lembrando que falar mais perto dá um toque
mais íntimo, facilitando relacionamentos, tanto pessoais como comerciais, além
de, em algumas circunstâncias, ser absolutamente indispensável, como em
ambientes mais barulhentos, em lugares onde muitas pessoas estão conversando e
você está se dirigindo a somente uma ou poucos e nos casos em que pessoas tenham
limitações auditivas, ou baixo volume de voz, pela idade. Ter bom hálito, ao
contrário do mau que afasta, aproxima as pessoas, tanto quanto o beijo, sinal de
maior apreço ou atenção.
Como o tratamento do mau hálito não está na mente
da maioria das pessoas como sendo algo a ser realizado em consultórios
dentários, muitos pacientes não o mencionam e alguns profissionais por
trabalharem com máscaras ou por terem sua percepção olfativa não programada para
identificar estes problemas, esta é uma atividade que alguns profissionais não
se preocupam em colocar entre os itens a serem diagnosticados e fazerem parte
dos propostos tratamentos a realizar.
Como por minha formação na área da administração e
especialização em marketing, estas abordagens tendem sempre a enfocar estes
aspectos e ver neles possibilidades de identificar e oferecer serviços. No caso
específico do mau hálito, os que se interessam mais por marketing, poderiam
desenvolver um interessante método, que consiste em divulgar através de e-mails
a seus clientes, que quando identificarem um amigo, parente, vizinho ou colega,
com problema forte de mau hálito, para que enviem e-mail ou telefonem para o
consultório, pois a partir desta informação, um e-mail ou carta será enviado ao
que esta padecendo com o problema do mau hálito, comentando que uma pessoa das
suas relações e amigo em comum, passou-nos a informação para que pudesse ser
tratada em nível profissional e buscada a solução que na maioria dos casos é
simples e barata.
A partir deste contato o candidato à cliente teria
direito a uma consulta gratuita para identificação do problema (existe até um
aparelhinho para este fim), que daria ensejo ao tratamento do problema em si,
bem como de outros correlatos que podem estar colaborando para sua acentuação. O
mau hálito neste caso seria o gatilho para fazer consciência de problemas
relacionados à saúde bucal e forma de motivação para a realização de um
diagnóstico bucal e tratamento. Para os casos de os problemas não serem causados
por patologias bucais, o encaminhamento a gastroenterologista ou outro
especialista, seria uma atenção para com a saúde do paciente, inclusive porque
em certos casos, é um oportuno alerta para os mais graves, que podem
inadvertidamente não estar sendo tratados.
Para estes casos é interessante ter dois nomes de
gastro para indicar, um no nível dos melhores e outro mais acessível, para dar
ao cliente oportunidade de escolha. Com os dois é interessante manter
relacionamento, pois em muitos casos, os clientes procuram o médico e este a
partir destas indicações, vai passar a atentar também para a hipótese de causas
bucais, na origem do mau hálito.
Este tema do mau hálito esta sendo levado tão a
sério por alguns Cirurgiões Dentistas, que já foi motivo de dissertação de
mestrado de um e motivo para a fabricação das escovas raspadoras de língua para
outros. E tema de matérias para jornais como marketing de atratividade. Dentro
dos 100 motivos para ir ao dentista, este é um dos que recebem mais comentários
dos leigos, tendo sido recentemente publicado na Espanha, Argentina, Colombia e
agora na Venezuela. Só no Brasil que não dão muita atenção para este meu livro, que
é o marketing da Odontologia.
Outro profissional que brinda uma interessante
idéia, que me ocorre pelo relacionamento com a solução do problema, é meu amigo
Ernesto Muller da Venezuela, que tem na recepção da sua clínica em Caracas, uma
mini dental, com todos os produtos para higiene bucal, principalmente os mais
específicos, que são mais difíceis de encontrar em farmácias normais, fazendo da
dental um negócio para sua secretária ter um complemento de renda. Além de
propiciar conveniência aos seus pacientes e de quando em quando, ser motivo de
visita por não pacientes, para compra de artigos de higiene bucal.
Minha proposta com essas colunas é apresentar
idéias diferentes, para ampliar as áreas de atuação do Cirurgião Dentista e
brindar com algumas sugestões que possam dinamizar e otimizar suas atividades.
Não pense que com isso todas devem ser colocadas em prática. Apenas apresento
várias, para que cada um se identifique e escolha aquelas que podem melhor
colaborar para sua evolução profissional.
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