Analisando o grau
de inter-relacionamento entre profissionais da mesma área, nas
profissões liberais, constatamos em uma análise rápida que:
Os
médicos se encontram nos plantões e ambulatórios dos hospitais,
Os
advogados se encontram nas audiências dos tribunais e varas,
Os
engenheiros se encontram nas obras e empresas de engenharia,
Os
arquitetos se encontram nas pranchetas dos escritórios,
Os
veterinários se encontram nas clínicas e hospitais,
Os
agrônomos se encontram nas fazendas e agroindústrias,
Os
psicólogos se encontram nas clínicas e hospitais,
Os jornalistas encontram-se nas
redações dos jornais, rádio e TV.
Na maioria das profissões, o seu exercício
estimula um maior convívio, além de sistematicamente permitir e promover um maior
relacionamento interprofissional.
Traçando um
paralelo com a Odontologia, constatamos que nesta, a maioria dos profissionais
atua entre quatro paredes, exclusivamente limitado por uma boca, com sua atenção
geralmente voltada para um dente, muitas vezes para uma parte deste, quando não,
lançando mão de uma lupa para vê-lo melhor em algum detalhe. Esta característica
da atuação do profissional da Odontologia, tende a fechar seu raio de acuidade.
A completar este
quadro de fechamento, uma outra característica de muitos dos que militam na
profissão, talvez por este centrado profissional já começar nas próprias aulas
práticas da faculdade, muitos se casam com colegas, sendo indiscutivelmente a
profissão com maior percentual de matrimônios intraprofissionais, o que resulta
em uma tendência de maior fechamento, haja vista que os convívios, desta forma
tendam a ser mais interiorizados, pois que nesta fase, estes relacionamentos os
afastam mais dos demais.
Outras tantas vezes
o CD é filho ou irmão de outro CD, muitas vezes levando igualmente a outro
fechamento em torno do círculo familiar, distanciando-os dos demais colegas.
Outro limitador do
convívio social é o próprio exercício profissional, que no caso da Odontologia,
muitas vezes obriga ao profissional ficar falando sozinho, por conta de o
cliente em boa parte da consulta, ter que manter a boca aberta e sem condições
de diálogo, levando muitas vezes ao Cirurgião Dentista ter de responder ele
mesmo, perguntas que formula.
Também se pode
considerar como elemento isolacionista o fato de na Odontologia, por conta de
assepsia e biosegurança, na maioria dos consultórios, se trabalhar com a porta
fechada, limitando naturalmente a chance de outros convívios que o exercício
profissional poderia permitir em espaços abertos.
Todas estas
características da Odontologia, mais outras que certamente receberemos nos
comentários, que a cada semana aumentam acerca de nossas colunas, levam o
Cirurgião Dentista a uma tendência de isolamento, não só profissional, como
também pessoal. Este entorno o coloca na característica de alguém ilhado.
Aproveitando a
primeira vitória de uma canção em espanhol com o Oscar da 77ª Reunião da
Academia de Cinema de Hollywood pela linda “Al otro lado del rio”, do filme sobre
a vida de Che Guevara, dirigido pelo brasileiro Walter Salles, se deveria pensar
que outro mundo é possível.
Uma maneira moderna
e atual para se cruzar o rio, no dia a dia do CD, bem poderia ser através do
seu
envolvimento maior com a Internet, a rede mundial de computadores, que como uma de suas mestras de sucesso,
sustenta justamente o conectar pessoas.
Não só para se
atualizar, mas para debater situações e soluções, a partir de relacionamentos
pela Internet, para os problemas que mais o afligem e deste convívio
melhorar inclusive seu relacionamento com colegas e com os próprios clientes,
como o que estamos fazendo através destes e-mails.
Para terem uma
idéia melhor deste relacionamento, visitem o
www.odontex.com.br que na semana passada teve mais de 1.000 visitas e vejam
o quanto já produzimos pelo salutar hábito de nos comunicarmos, que do ponto de
vista do marketing, é uma das melhores maneiras para se descobrir necessidades e
desejos. E atendê-las!