A
especialidade que foi regulamentada e iniciou a década passada como a mais
promissora, é hoje a de maior número de praticantes, superando outras de
mais tempo e tradição na Odontologia.
No
início dos anos 2.000 já eram 10.000 os que colocavam implantes no Brasil, para
no final do ano de 2004, vermos este número ultrapassar aos 15.000 Cirurgiões
Dentistas que usam implantes de rotina.
Tal
demanda gerou mais de 50 empresas, entre brasileiras e representantes, vendendo
implantes no país, quantidade que não encontra número similar em nenhuma outra
das especialidades odontológicas.
Afora
mais de 250 cursos entre especialização, aperfeiçoamento e atualização, além de
um sem número de particulares, que colocam implantes a preço de curso (ou seria
de custo?), numa atividade que virou negócio.
O que
foi bom no começo, virou dor de cabeça nos que investiram alto. Os preços
caíram, as margens definharam e os pacientes sumiram, por ter-se que dividir a
pizza, que não cresceu, em mini pedaços.
Tanto
que a maioria dos cursos de implantologia está tendo problemas para fechar
turmas, que normalmente são de apenas 12 alunos e os não estruturados ou
consolidados, nem acontecerão.
Como
indicador da crise, um dado no mínimo curioso: das primeiras 20 empresas que
começaram no setor, 11 já desapareceram ou se retiraram do Brasil, como foi o
caso da maioria das estrangeiras que começaram.
Pelos
comentários mais citados pelos poucos especialistas em implantodontia que foram
ao CIOSP, a saturação de novos implantodontistas está fazendo a
especialidade se inviabilizar, em virtude dos seus altos custos de iniciação.
Hoje
quem quer algo novo, o está buscando nas novas especialidades, principalmente
Odontogeriatria ou Dor e Disfunção, alternativa para não ter dor de cabeça, por
não ter onde colocar os seus implantes.
Este
novo momento é oportuno, pois com o tempo vai promover uma seleção natural,
separando os efetivamente interessados, que irão permanecer, dos especuladores
pelo dinheiro fácil, que vão sumir.
A partir
disto a especialidade se consolidará, com base e força, atendendo a demanda
normal, já que a maioria dos que anteriormente precisaram implantes, com o
“boom” da
década passada, já os colocaram.
Acreditamos que este assunto é da maior relevância, para você e para o futuro da
Implantodontia, motivo pelo qual o estimulamos a comentá-lo com seus amigos,
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